http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/08/datafolha-mostra-dilma-e-marina-empatadas-com-34-aecio-tem-15.html
Bom dia!
O tópico de hoje foi uma ideia que eu tive de explicar, com o meu ponto de vista, é claro, algumas situações, tendo em vista a repercussão da nova pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta passada.
O que eu consegui sentir é que algumas pessoas que antes votariam no Aécio, migraram para a Marina com a expectativa de apear a Dilma e a corja do PT do mais alto Poder Executivo. Sentiram que, com a morte de Campos, grande parte dos indecisos se comoveu e começou a poiar Marina, além dos antigos marineiros, é claro. Com essa guinada e as primeiras pesquisas, viram na Marina uma chance real de tirar os vermelhos do poder e, para não "perder tempo", mudaram seu voto para a candidata do PSB.
Porém, vejo que uma boa parcela da classe média se diz incrédula com a possibilidade da Marina ser a nova chefe de estado. Não consegui entender bem o motivo desse pânico mas creio ser por enxergarem na Marina apenas uma "ativista ambiental", frágil, debilitada, sonhadora e que iria causar retrocessos no mundo financeiro com sua "sustentabilidade.
Ora, caros amigos, não se sintam sufocados, então! Explico: primeiramente, as empresas hoje já mantém uma certa dose de preocupação em serem sustentáveis. Hoje é um lugar-comum! O que pode haver é uma forçadinha de barra do governo para que as coisas melhorem. De qualquer maneira, até essa forçadinha pode ser benéfica, visto que a deterioração do meio ambiente é uma preocupação plausível nos dias de hoje.
Por outro lado, quero tentar abrir a cabela de vocês para o fato de que FHC, Lula e Dilma não governaram/governam sozinhos! Aliás, o próprio FHC ficou notoriamente reconhecido com seu Plano Real enquanto era - preste bem atenção aqui - MINISTRO da Fazenda de Itamar Franco. Sendo assim, a preocupação que devemos ter não é somente com o perfil de Aécio, Dilma ou Marina, mas sim com seus possíveis indicados a ministros.
Caso você esteja preocupado, por exemplo, com a macroeconomia, tranquilizo-o novamente! Marina tem como conselheiros na área econômica Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende, duas figuras que têm laços com o modo tucano de governar. André Lara, inclusive, presidiu o BNDES e foi assessor de FHC. Portanto, tendo em vista a escolha de Armínio Fraga pelo PSDB, não há porque se desesperar com o governo de Marina nesse caso.
Outros contrapontos é que temos Walter Feldman, ex tucano em SP e Beto Albuquerque, do PSB, na chapa de Marina. Feldman com seu perfil amigável e Albuquerque com a tentativa de acalmar os ânimos do agronegócio em relação a candidata do partido.
Por isso, amigos, intigo-os a não apenas pesquisar o perfil do candidato, mas também a alta cúpula ao seu redor! Seria muita ingenuidade achar que uma figura de presidente teria um poder imenso num país como o nosso. Aliás, em nenhum lugar do mundo (talvez, exceção a Cuba e Coréia do Norte) se governa sozinho.
Agora, para os amigos petistas, já visivelmente em desespero, posso apenas dizer que, caso o desespero seja quando ao receio de regredir os ganhos de distribuição de renda, sugiro o melhor estudo das propostas dos candidatos, inclusive a do PSB. Caso seja apenas medo de um partido que você "comprou" como seu, como um torcedor de time de futebol, que nada faz, apenas assiste e torce por ele, mesmo quando o time está mal; saia do poder, sinto muito, parece que seu time será rebaixado, você esperneando ou não!
Abraço a todos.
Blog criado para fomentar as discussões sobre os assuntos cotidianos da nossa sociedade. Economia, política, finanças, esportes, religião, assuntos polêmicos, etc
domingo, 31 de agosto de 2014
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Esporte (?) - Aranha é chamado de 'macaco' por torcida do Grêmio
http://espn.uol.com.br/noticia/436034_aranha-e-chamado-de-macaco-por-torcida-do-gremio
Bom dia a todos!
Não acompanhei os jogos de ontem pela Copa do Brasil, mas hoje, pela manhã, me deparo com esta reportagem. Nela, é possível assistir os momentos horripilantes de uma torcedora chamando por duas vezes o goleiro Aranha de macaco e alguns torcedores imitando o som desse animal. Animal, na verdade, devem ser essas pessoas, com tal atitude diante de um ser humano.
Não consigo entender, nada justifica e nada entra na minha cabeça! Sou frequentador assíduo dos estádios, tenho muita raiva de muitos jogadores (geralmente do meu time, não do outro), mas em nenhum momento pensei em xingar o jogador, em seu trabalho, por sua cor de pele!
É uma ofensa tão babaca, tão banal, que me faltam palavras para essas atitudes!
Conheci Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba e afirmo, com toda a convicção, que a absoluta maioria de lá não pensa assim. Porém, é inegável que há, principalmente no estado gaúcho, um sentimento ultra regionalista. Há uma parcela de destaque no estado que tem pensamentos racistas, separatistas e por que não, nazistas! Se consideram a raça perfeita, a ideal e única! Não sei se tenho desprezo ou dó. Creio uma mistura dos dois sentimentos.
As imagens e vídeos estão aí. Há provas. Há identificações. Já vi no Facebook que descobriram o Instagram dela. Conseguem fácil o nome dela e também a identificação dos outros.
Que se punam as pessoas, não a instituição, o clube, Grêmio, que não tem como controlar essas atitudes. O máximo é banir permanentemente esses "torcedores" e levá-los a justiça, para que sejam aplicadas as penas previstas em lei.
Acreditemos, ainda, no país, como pediu Campos!
Abraço a todos!
Bom dia a todos!
Não acompanhei os jogos de ontem pela Copa do Brasil, mas hoje, pela manhã, me deparo com esta reportagem. Nela, é possível assistir os momentos horripilantes de uma torcedora chamando por duas vezes o goleiro Aranha de macaco e alguns torcedores imitando o som desse animal. Animal, na verdade, devem ser essas pessoas, com tal atitude diante de um ser humano.
Não consigo entender, nada justifica e nada entra na minha cabeça! Sou frequentador assíduo dos estádios, tenho muita raiva de muitos jogadores (geralmente do meu time, não do outro), mas em nenhum momento pensei em xingar o jogador, em seu trabalho, por sua cor de pele!
É uma ofensa tão babaca, tão banal, que me faltam palavras para essas atitudes!
Conheci Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba e afirmo, com toda a convicção, que a absoluta maioria de lá não pensa assim. Porém, é inegável que há, principalmente no estado gaúcho, um sentimento ultra regionalista. Há uma parcela de destaque no estado que tem pensamentos racistas, separatistas e por que não, nazistas! Se consideram a raça perfeita, a ideal e única! Não sei se tenho desprezo ou dó. Creio uma mistura dos dois sentimentos.
As imagens e vídeos estão aí. Há provas. Há identificações. Já vi no Facebook que descobriram o Instagram dela. Conseguem fácil o nome dela e também a identificação dos outros.
Que se punam as pessoas, não a instituição, o clube, Grêmio, que não tem como controlar essas atitudes. O máximo é banir permanentemente esses "torcedores" e levá-los a justiça, para que sejam aplicadas as penas previstas em lei.
Acreditemos, ainda, no país, como pediu Campos!
Abraço a todos!
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Economia - Índice que reajusta aluguel tem 4ª queda seguida em agosto, segundo FGV
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/08/28/indice-que-reajusta-aluguel-tem-4-queda-seguida-em-agosto-segundo-fgv.htm
Olá a todos!
Notícia publicada hoje no portal UOL, sobre mercado imobiliário, mostra que o preço de aluguel no país caiu pelo quarto mês consecutivo.
Em 12 meses, a variação está em 4,89%, valor abaixo da inflação oficial (6,5% pelo IPCA) e, neste ano, acumulado em apenas 1,56% (IPCA em 3,76%).
Podemos dizer, com esses indicadores, que o mercado imobiliário, não apenas em vendas (com "descontos" que chegam a 50%), mas também em locações, está esfriando. Esse valor abaixo da inflação significa queda real de preços.
Algumas pessoas ainda insistem em negar a queda de preços. Outras, pior ainda, insistem em negar a existência da bolha no país. Porém, cada vez mais, vemos indicadores sobre a situação. E, como diz o ditado: contra fatos não há argumentos.
Ou há?
Abraço a todos!
Olá a todos!
Notícia publicada hoje no portal UOL, sobre mercado imobiliário, mostra que o preço de aluguel no país caiu pelo quarto mês consecutivo.
Em 12 meses, a variação está em 4,89%, valor abaixo da inflação oficial (6,5% pelo IPCA) e, neste ano, acumulado em apenas 1,56% (IPCA em 3,76%).
Podemos dizer, com esses indicadores, que o mercado imobiliário, não apenas em vendas (com "descontos" que chegam a 50%), mas também em locações, está esfriando. Esse valor abaixo da inflação significa queda real de preços.
Algumas pessoas ainda insistem em negar a queda de preços. Outras, pior ainda, insistem em negar a existência da bolha no país. Porém, cada vez mais, vemos indicadores sobre a situação. E, como diz o ditado: contra fatos não há argumentos.
Ou há?
Abraço a todos!
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Economia - A indústria segue em queda livre
http://www.cartacapital.com.br/revista/812/queda-livre-3631.html
Bom dia a todos!
Hoje abordaremos uma reportagem da Carta Capital (CC), que comenta a queda de produção industrial nacional.
Primeiramente, comecemos dizendo que a CC, por ser uma publicação com ideologia assumidamente socialista, apoia o governo atual. Assim, a reportagem até tenta diminuir o tamanho do problema no início, além de tentar dividir a culpa do governo com a oposição.
Porém não tem muito como fugir dos fatos. Como a própria reportagem mostra, o saldo da balança comercial nacional (a quantidade de exportação subtraído da quantidade de importação, em dólares) é ligeiramente positivo no total. O problema é quando se divide em setores, e é nessa perspectiva que abordaremos o tema de hoje.
A balança nacional, quando positiva (mostrando que exportamos mais do que importamos), é algo benéfico, pois mostra que o país produziu mais riqueza do que importou. O problema está nos setores!
No chamado setor básico, onde não há um processamento do produto a ser exportado (commodities, como soja, minério de ferro, laranja, etc), o país possui seu melhor desempenho durante os últimos quatro anos (de 2010 à 2013), com ligeiras quedas de 2011 em diante, causadas por quedas de preço no cenário mundial.
No setor de semimanufaturados, onde existe um processamento, porém não se torna o produto final (como ferro, aço, óleo de soja em bruto e celulose), o desempenho nacional foi ligeiramente positivo, também com pequenas quedas a partir de 2011, pelo mesmo motivo dos produtos básicos.
O que acaba puxando a balança para baixo e quase zerando-a em 2013, é justamente o setor de manufaturados, onde o produto se apresenta processado. Com saldos negativos maiores ano após ano, demonstra uma realidade antiga de nosso país: a falta de força de nossa indústria.
A indústria nacional não se moderniza em uma velocidade aceitável. Os motivos são inúmeros. A solução é discutível também. Vejo como necessário cortar na carne para nos desenvolvermos. Explico.
A tecnologia disponível para setores básicos e semimanufaturados é de ponta ou média. Já os investimentos na produção de manufaturados são fracos. Vale mais a pena importar um produto manufaturado de maior qualidade e preços equiparados de fora do que comprar um nacional. O motivo principal tem um nome conhecido: impostos! Tributos!. Para uma empresa nacional se manter, paga uma alta taxa de impostos. Porém, outros pontos ainda são vitais: a infraestrutura precária do país, os preços altos de serviços enfraquece mais ainda o setor, encarecendo os produtos e tornando-os menos competitivos.
Para que se mantenham ativos, o governo insiste em reduções de alguns impostos, o que não é ruim, porém ineficaz. A desoneração pode ser utilizada de modo paliativo, porém, é necessário investir em infraestrutura (estradas, postos, aeroportos, etc). É necessário também uma menor intervenção no cambio.
Aí está o ponto mais polêmico! A indústria nacional clama por manter o dólar controlado, em um patamar atual. O problema é que o governo injetando ou retirando dólares no mercado para controlar o mesmo acaba fazendo com que o setor se acomode e não busque investimentos pesados. É uma bola de neve, que culmina no setor pressionando e fazendo lobby com o governo para incentivos fiscais, enquanto não buscam a modernização. O resultado disso são produtos cada vez piores, com preços altos, enquanto somos impedidos de buscar alternativas externas pelas crescentes medidas do governo contra a importação.
Exemplificando: uma empresa de automóveis no país produz um carro com qualidade pior a de uma empresa digamos, da China. Se o preço do automóvel chinês for igual ao do brasileiro, vale a pena importarmos, para termos um carro de melhor qualidade, pelo mesmo preço. O que fazem a empresa nacional? Busca a modernização, para que a qualidade seja, no mínimo, equiparada à empresa chinesa? Deveria, mas não o faz! Os diretores desta empresa descobriram que vale mais a pena - a curto prazo - pressionar o governo, para que o mesmo lance medidas, como a redução do IPI, para diminuir o valor do automóvel nacional e outras, como a taxação de 60% do valor de um produto importado, para encarecer o veículo importado. O governo, em contrapartida, com medo de "perder" essa empresa, os impostos e os empregos que ela gera, cede a pressão.
Infelizmente é isso que ocorre a nível macro! A solução? Incentivar a modernização, desonerar tributos de importação de máquinas que modernizarão a indústria. Incentivo a aquisição de conhecimento moderno. Diminuir o nível de controle do cambio, deixando, sim, com que algumas empresas sangrem (só as que não se modernizaram o mínimo irão sofrer!). Pode ser doloroso a curto prazo, mas a longo prazo fará com que o Brasil cresça e alcance um nível de tecnologia adequado para a grandeza de nossa economia!
Infelizmente, atitudes como essas são rígidas. O governo teria que ser austero, algo impossível de se imaginar com o governo atual (Aécio diz que será! Será?). O governo tem uma preocupação maior com a imagem, com os votos, para se perpetuar no poder. E não é só o PT! PSDB, PSB, PMDB, PV, PROS, Rede, todos, infelizmente, dão indícios de se preocuparem mais com se manter no cargo do que fazer o correto.
Quem sabe um dia...
Bom dia a todos!
Hoje abordaremos uma reportagem da Carta Capital (CC), que comenta a queda de produção industrial nacional.
Primeiramente, comecemos dizendo que a CC, por ser uma publicação com ideologia assumidamente socialista, apoia o governo atual. Assim, a reportagem até tenta diminuir o tamanho do problema no início, além de tentar dividir a culpa do governo com a oposição.
Porém não tem muito como fugir dos fatos. Como a própria reportagem mostra, o saldo da balança comercial nacional (a quantidade de exportação subtraído da quantidade de importação, em dólares) é ligeiramente positivo no total. O problema é quando se divide em setores, e é nessa perspectiva que abordaremos o tema de hoje.
A balança nacional, quando positiva (mostrando que exportamos mais do que importamos), é algo benéfico, pois mostra que o país produziu mais riqueza do que importou. O problema está nos setores!
No chamado setor básico, onde não há um processamento do produto a ser exportado (commodities, como soja, minério de ferro, laranja, etc), o país possui seu melhor desempenho durante os últimos quatro anos (de 2010 à 2013), com ligeiras quedas de 2011 em diante, causadas por quedas de preço no cenário mundial.
No setor de semimanufaturados, onde existe um processamento, porém não se torna o produto final (como ferro, aço, óleo de soja em bruto e celulose), o desempenho nacional foi ligeiramente positivo, também com pequenas quedas a partir de 2011, pelo mesmo motivo dos produtos básicos.
O que acaba puxando a balança para baixo e quase zerando-a em 2013, é justamente o setor de manufaturados, onde o produto se apresenta processado. Com saldos negativos maiores ano após ano, demonstra uma realidade antiga de nosso país: a falta de força de nossa indústria.
A indústria nacional não se moderniza em uma velocidade aceitável. Os motivos são inúmeros. A solução é discutível também. Vejo como necessário cortar na carne para nos desenvolvermos. Explico.
A tecnologia disponível para setores básicos e semimanufaturados é de ponta ou média. Já os investimentos na produção de manufaturados são fracos. Vale mais a pena importar um produto manufaturado de maior qualidade e preços equiparados de fora do que comprar um nacional. O motivo principal tem um nome conhecido: impostos! Tributos!. Para uma empresa nacional se manter, paga uma alta taxa de impostos. Porém, outros pontos ainda são vitais: a infraestrutura precária do país, os preços altos de serviços enfraquece mais ainda o setor, encarecendo os produtos e tornando-os menos competitivos.
Para que se mantenham ativos, o governo insiste em reduções de alguns impostos, o que não é ruim, porém ineficaz. A desoneração pode ser utilizada de modo paliativo, porém, é necessário investir em infraestrutura (estradas, postos, aeroportos, etc). É necessário também uma menor intervenção no cambio.
Aí está o ponto mais polêmico! A indústria nacional clama por manter o dólar controlado, em um patamar atual. O problema é que o governo injetando ou retirando dólares no mercado para controlar o mesmo acaba fazendo com que o setor se acomode e não busque investimentos pesados. É uma bola de neve, que culmina no setor pressionando e fazendo lobby com o governo para incentivos fiscais, enquanto não buscam a modernização. O resultado disso são produtos cada vez piores, com preços altos, enquanto somos impedidos de buscar alternativas externas pelas crescentes medidas do governo contra a importação.
Exemplificando: uma empresa de automóveis no país produz um carro com qualidade pior a de uma empresa digamos, da China. Se o preço do automóvel chinês for igual ao do brasileiro, vale a pena importarmos, para termos um carro de melhor qualidade, pelo mesmo preço. O que fazem a empresa nacional? Busca a modernização, para que a qualidade seja, no mínimo, equiparada à empresa chinesa? Deveria, mas não o faz! Os diretores desta empresa descobriram que vale mais a pena - a curto prazo - pressionar o governo, para que o mesmo lance medidas, como a redução do IPI, para diminuir o valor do automóvel nacional e outras, como a taxação de 60% do valor de um produto importado, para encarecer o veículo importado. O governo, em contrapartida, com medo de "perder" essa empresa, os impostos e os empregos que ela gera, cede a pressão.
Infelizmente é isso que ocorre a nível macro! A solução? Incentivar a modernização, desonerar tributos de importação de máquinas que modernizarão a indústria. Incentivo a aquisição de conhecimento moderno. Diminuir o nível de controle do cambio, deixando, sim, com que algumas empresas sangrem (só as que não se modernizaram o mínimo irão sofrer!). Pode ser doloroso a curto prazo, mas a longo prazo fará com que o Brasil cresça e alcance um nível de tecnologia adequado para a grandeza de nossa economia!
Infelizmente, atitudes como essas são rígidas. O governo teria que ser austero, algo impossível de se imaginar com o governo atual (Aécio diz que será! Será?). O governo tem uma preocupação maior com a imagem, com os votos, para se perpetuar no poder. E não é só o PT! PSDB, PSB, PMDB, PV, PROS, Rede, todos, infelizmente, dão indícios de se preocuparem mais com se manter no cargo do que fazer o correto.
Quem sabe um dia...
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Economia - Governo anuncia medidas para facilitar compra de imóvel financiado
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/governo-anuncia-medidas-para-facilita-aquisicao-de-imovel-financiado.html
Olá a todos!
Com base na reportagem acima, de ontem a tarde, temos uma série de medidas para "esquentar a economia". Medidas relacionadas às instituições financeiras via BC foram nunciadas também ontem (http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/bc-muda-regra-do-compulsorio-e-injeta-mais-r-10-bilhoes-na-economia.html), porém essas do Ministério da Fazenda, têm caráter mais maléfico ainda à economia nacional.
Enquanto as medidas do BC estimulam as instituições financeiras a ceder empréstimos, sem nenhuma garantia de que a população irá tomar os mesmos, essas medidas do governo estimulam (pra não dizer "enganam") a população a se endividar cada vez mais. E vai além disso, estimula a pessoa a pôr em risco bens já conquistados. Vamos aos principais pontos:
Olá a todos!
Com base na reportagem acima, de ontem a tarde, temos uma série de medidas para "esquentar a economia". Medidas relacionadas às instituições financeiras via BC foram nunciadas também ontem (http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/bc-muda-regra-do-compulsorio-e-injeta-mais-r-10-bilhoes-na-economia.html), porém essas do Ministério da Fazenda, têm caráter mais maléfico ainda à economia nacional.
Enquanto as medidas do BC estimulam as instituições financeiras a ceder empréstimos, sem nenhuma garantia de que a população irá tomar os mesmos, essas medidas do governo estimulam (pra não dizer "enganam") a população a se endividar cada vez mais. E vai além disso, estimula a pessoa a pôr em risco bens já conquistados. Vamos aos principais pontos:
| 1) Centralização de certidões |
| Um só cartório vai concentrar todos os documentos do imóvel |
Medida, até certo ponto, saudável. Teoricamente, a pessoa interessada em comprar um imóvel terá mais facilidade em descobrir possíveis dívidas, consultar antigos inquilinos, situação dos imóveis, etc. Tem um ótimo valor agregado para quem pretende comprar imóveis de leilões. Deve-se atentar para a implantação dessa medida, se os cartórios realmente terão condições de fornecer todos os comprovantes de forma unificada.
| 2) Imóvel usado como garantia |
| Comprador vai poder dar imóvel como garantia para financiamento de outro, ou para compra de outros bens, com recursos captados na poupança |
Medida totalmente aterrorizante! A princípio, seria boa para uma população que sabe lidar com as finanças, que tem educação financeira. Porém, um tiro no pé, considerando que não temos essa situação no Brasil. Basta analisar de forma um pouco mais racional para perceber que a medida fará com que pessoas coloquem seus bens já conquistados como forma de garantia para novos bens. Não conseguindo honrar a dívida, perderá ambos os bens. Levará a perda de bens, pelo lado da população, e aumento de imóveis em poder de instituições financeiras. Essas, por sua vez, não desejam manter esses imóveis por muito tempo, pois os mesmos geram gastos. Visto isso, aumentarão os imóveis leiloados e à venda. Resultado: queda de preços!
| 3) Letras Imobiliárias Garantidas |
| Bancos vão poder emitir novo tipo de título, que será isento de Imposto de Renda, para captar mais recursos e emprestar para financiamento da compra de imóveis |
Mais um título imobiliário, tal como a LCI, isento de IR, para "atrair" investidores para esse mercado. Como sempre, quem pagará o pato será a população, no caso, investidores. Resumindo a brincadeira: bancos oferecem esta nova letra (LIG) como forma de investimento. Vamos supor que você invista R$ 100.000 neste título, em um banco que possui somente você como cliente. O banco pega seu dinheiro, empresta para outra pessoa e ganha em cima dos juros (cobra um juros maior do que paga à você). Caso o tomador do empréstimo não pague ao banco, o famoso calote, o banco repassa o mesmo à você, pois você está na outra ponta. No caso, o banco lucrou em cima do seu dinheiro e o risco é todo seu. Claro que não é assim tão simples o funcionamento de Letras, mas apenas explicando o que pode acontecer, caso a economia realmente se deteriore e o país entre em uma crise imobiliária (acreditem, o risco é real!).
| 4) Crédito consignado |
| Bancos poderão conceder empréstimos consignados, em que as parcelas serão debitadas no salário do trabalhador do setor privado com mais facilidades. Com isso, os juros serão menores |
O que posso comentar sobre essa medida? Mais uma "facilitadora". Mais uma forma de ajudar a população a se endividar cada vez mais! Agora você pode tomar empréstimos e a instituição fornecedora do mesmo tem mais garantia sobre o pagamento da mesma, você, enquanto empregado, pagará compulsoriamente. Não terá como dar o calote deliberadamente, pois o pagamento será deduzido antes mesmo de você receber seu salário. Até aí, sem problemas. O problema ocorre quando você é despedido ("estamos no pleno emprego", mais uma falácia do Mantega). A divida não é mandada embora, como você. Ela permanece e será cobrada. E tome dor de cabeça!
| 5) Retomada de garantias |
| Governo vai criar uma modalidade de crédito em que será mais fácil para o banco retomar o bem em caso de inadimplência. Como as garantias aumentam, a expectativa é que o juro baixe |
Por fim, uma medida para facilitar a vida das instituições financeiras. Você, no momento que contrai o empréstimo, dará uma autorização expressa para que a instituição tome o bem mais rapidamente, caso não honre o pagamento. Não preciso nem dizer que essa medida complicará a vida dos tomadores. A contrapartida dada pelo governo é que as taxas de juros serão mais baixas, pois os credores terão mais segurança. Novamente, em uma economia sólida isso realmente seria possível, mas como sabemos, no Brasil temos muitos aproveitadores de plantão, onde sempre se quer ganhar mais. O que, efetivamente, ocorrerá será a assinatura condicionada à autorização expressa e as mesmas taxas praticadas no mercado em si.
Digamos que você passe por problemas financeiros, como por exemplo os jogadores do Barueri, que não recebem há mais de 3 meses. A culpa não é sua, mas sim do seu empregador. Porém, a instituição não vai querer saber do seu "problema" e tomará seu bem antes que você resolva a situação na justiça e obtenha os valores para pagamento da dívida.
Enfim, são medidas que aceleram o processo de deterioração da economia, das reservas da população e incentivam o endividamento maior ainda das mesmas. Mantega, como sempre, se mostra alienado da situação das ruas, dizendo que a economia vai bem, provavelmente porque seus ganhos altos proporcionam uma boa condição para ele e sua família, enquanto a classe baixa e média sofrem, sufocadas pela inflação e pelo endividamento crescente.
Podemos ver um aquecimento nos próximos meses, fruto das medidas (o que eu tenho minhas dúvidas). Porém, não tem como não parecer um "Bull Trap" de nossa economia, onde, vindo de uma queda, temos uma ligeira recuperação, para logo despencar novamente, de forma mais acentuada ainda.
O tempo dirá...
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Inadimplência com cheques em julho atinge maior nível desde 1991
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/inadimplencia-com-cheques-em-julho-atinge-maior-nivel-desde-1991.html
Bom, para começar o primeiro tópico de discussão, transfiro para cá uma discussão criada no Facebook, entre amigos. Em um dos pontos discutidos, entramos no fato de que o Bolsa Família (BF) acaba ou não sendo apenas uma arma eleitoral para o governo atual. Levantada a discussão, chegamos num ponto onde questionei o fato do governo incentivar ao consumo desenfreado da população, permitindo endividamentos cada vez maiores com imóveis, automóveis e bens de consumo (celulares, TV's, etc).
Abro a discussão, baseado na reportagem acima, da data de hoje, a discussão sobre os rumos que esses incentivos do governo á população tomaram. O que se espera para o futuro? O governo tem parcela de culpa? Se sim, quanto de culpa?
Fiquem á vontade para dar suas opiniões.
Abraços
Bom, para começar o primeiro tópico de discussão, transfiro para cá uma discussão criada no Facebook, entre amigos. Em um dos pontos discutidos, entramos no fato de que o Bolsa Família (BF) acaba ou não sendo apenas uma arma eleitoral para o governo atual. Levantada a discussão, chegamos num ponto onde questionei o fato do governo incentivar ao consumo desenfreado da população, permitindo endividamentos cada vez maiores com imóveis, automóveis e bens de consumo (celulares, TV's, etc).
Abro a discussão, baseado na reportagem acima, da data de hoje, a discussão sobre os rumos que esses incentivos do governo á população tomaram. O que se espera para o futuro? O governo tem parcela de culpa? Se sim, quanto de culpa?
Fiquem á vontade para dar suas opiniões.
Abraços
O Início
Olá!
Criei este blog para que tenhamos um espaço onde discutir os assuntos do dia a dia. Debater, de forma respeitosa, é claro, os assuntos mais polêmicos e comentados dos noticiários, redes sociais, etc.
Espero que gostem da proposta, que participem ativamente, pois creio que podemos aprender uns com os outros e nos ajudarmos a adquirir conhecimentos. Sozinhos, não chegamos a lugar nenhum, mas, trocando experiências, informações e conhecimento, podemos alçar propósitos mais longos.
Conto com a paciência e ajuda de todos para melhorar cada vez mais as propostas deste espaço!
Abraços.
Criei este blog para que tenhamos um espaço onde discutir os assuntos do dia a dia. Debater, de forma respeitosa, é claro, os assuntos mais polêmicos e comentados dos noticiários, redes sociais, etc.
Espero que gostem da proposta, que participem ativamente, pois creio que podemos aprender uns com os outros e nos ajudarmos a adquirir conhecimentos. Sozinhos, não chegamos a lugar nenhum, mas, trocando experiências, informações e conhecimento, podemos alçar propósitos mais longos.
Conto com a paciência e ajuda de todos para melhorar cada vez mais as propostas deste espaço!
Abraços.
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