http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2014/10/guido-mantega-e-arminio-fraga-debatem-no-globonews-miriam-leitao.html
Olá a todos!
Deixando um pouco de lado o polarismo PT/PSDB, deixo aqui o link para a entrevista-debate entre o ministro da Fazenda atual, Guido Mantega e o provável ministro do mesmo ministério, caso Aécio seja eleito.
Creio ser interessante para ajudar a nortear mais os "debates" nas redes sociais, hoje, tão pobres de informações reais e conhecimento.
Bom, agora minhas considerações (sempre tendo em vista, claro, minha pendência para o liberalismo não-radical):
* Guido Mantega (GM) se mostrou um pouco menos piadista do que vinha sendo nesses meses, mais realista;
* Armínio Fraga (AF) foi ameno, objetivo e convicto, nada demais ou de menos;
* O debate serviu para abrir definitivamente a cabeça de algumas pessoas que apenas repassam informações isoladas, como essa dos empréstimos do FMI no período FHC. EU já tinha conhecimento do fato que o último acabou ficando, em sua maior parte, para o governo Lula. Não tinha levado em consideração o ponto de que o país passou por uma turbulência pesada pelo fato do Lula poder ser eleito, o que assustou o mercado. Relembrando dos fatos, faz mais sentido ainda!;
* Quanto ao ponto citado por AF que não conseguíamos vender títulos públicos para os investidores do nosso próprio país, achei que seria de bom tom se ele explicasse o argumento do GM de que tínhamos apenas 17bi de reservas na época e hoje temos 376bi por conta justamente desses títulos, visto que a reserva do país hoje, de 376bi é composta de 341bi em títulos (fonte: http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/templ1p.shtm), ou seja, mais de 90% na forma de títulos da dívida pública, o que, na prática, não significa "ter o dólar em moeda", mas sim um papel dizendo que o país tem uma "dívida" nesse valor.
O país, em 1999, vinha de um período de trevas na economia, após conseguir estabilizar a inflação com o Plano Real em 1994. Por esse motivo, sempre venho dizendo que não podemos comparar o período com o Lula/Dilma, pois, como bem dito por um amigo meu, seria como comparar o Senna, com um carro em 93, com Hamilton e sua Mercedes hoje! Claro que o atual possui um carro muito melhor, pela evolução da tecnologia, porém, como seria se Senna tivesse o mesmo carro hoje? É a mesma coisa na economia! Não significa que FHC ou AF fariam mais e melhor do que GM e Dilma, porém não significa que fariam o mesmo que em 99! Se você não consegue entender este conceito, pare de ler por aqui, por favor!
* Outro ponto foi o colocado por GM que a inflação está sobre controle! Como tudo em relação a economia, esta é uma afirmação bem discutível e varia dependendo do seu ponto de vista e conhecimento sobre o mercado. Se não há consenso na economia do passado e atual, que dirá do futuro! GM crava que terminaremos o ano abaixo do teto da meta (6,5%), a maioria dos economistas nacionais, não! Além disso, o discurso já cansativo de que a inflação só está neste patamar por conta dos represamentos de preço da gasolina e da energia elétrica deve-se levar em conta;
* Ainda sobre o tópico anterior (mas importante abrir um novo item, pois é um fator crítico, que venho expondo há meses nas minhas discussões), interessante o comentário do AF quanto ao fato de que temos que investir mais na oferta, não apenas na demanda! A pressão inflacionária pode ocorrer quando há demanda e não oferta. No caso, pensemos o seguinte: em meados do governo Lula, demanda e oferta seguiam um ritmo sustentável (não foi bem assim, mas vamos simplificar). Com os programas como BF, MCMV e diminuição forçada das tarifas dos bancos estatais - Caixa e BB -, forçando também a dos bancos privados; mais dinheiro foi girado na economia! Girando dinheiro, injetando este dinheiro, há um aumento pela demanda, ou seja, uma pessoa que não tinha renda, recebe 70 reais e vai comprar pão. Como, na hipótese, o padeiro fazia 100 pães e vendia os 100. Com a chegada desta pessoa, precisa fazer 110. Só que a máquina dele não suporta fazer os 110, apenas 100. Com isso, ele vende tudo e acaba faltando. Percebendo o fato, o padeiro aumenta o valor do pão, fazendo com que retorne às 100 unidades vendidas, sem sobrar clientes. Ou seja, um incentivo à inflação.
Caso o padeiro tenha condições, vai lá e compra um maquinário novo que o ajude a fazer 110 pães, claro! Isso seria investir na produtividade. O problema está justamente aí! O setor industrial no país não tem forças para investir na produtividade (são n fatores para isso, mas nem entrarei no caso aqui). Com isso, não temos aumento de oferta dos produtos, apenas aumento na demanda.
Além disso, com uma maquinário de menor qualidade, perdemos também neste quesito - qualidade - para produtos vindos do exterior (sabemos que chineses são explorados e por isso não conseguimos competir com eles de igual pra igual). Assim, mais perdas para o setor industrial!
Sobrevivemos então do setor de serviços e de nosso carro-chefe, o setor primário, de exportações de commodities!
* Interessantíssimo também a questão de que, para conseguir comparar de forma um pouca mais "justa" os governos, deve-se comparar com outros países no período! Para utilizar o mesmo comparativo citado acima, da F1, supondo que Senna andasse a 200km/h (estou chutando valores, pois não conheço muito de F1) e os outros, em média a 150km/h, o mesmo andava 33,3% mais rápido que a média. Caso Maldonado, um dos últimos colocados, ande hoje a 250km/h em média enquanto o restante ande a 300km/h, ele, apesar de andar 50km/h (ou 25%) mais rápido que Senna, está andando 16,6% mais devagar que o geral.
Assim, como bem colocado por Constantino¹ em seu blog (http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/economia/vamos-comparar-fhc-a-dilma-e-arminio-a-mantega/), O Brasil no período FHC, em comparação com a América Latina, foi superior economicamente falando, enquanto o período Lula/Dilma se observou o contrário! Isso falando de inflação e crescimento econômico².
¹ você pode não gostar do Constantino e da Veja, mas as fontes dele são do FMI - que você também pode odiar, mas deve reconhecer a credibilidade.
² números são números, ou seja, podemos trabalhar a bel-prazer para nos ajudar ou prejudicar o "adversário" que se quer desconstruir. Cabe cada um avaliar suas posições, crenças e definir o que considera mais importante!
* GM se defende bem quando aponta a crise mundial como a pior desde 1930! É um fator que devemos levar em consideração, sim, quando apontamos fraco crescimento. De qualquer maneira, não significa que justifica de toda forma a péssima situação do nosso país, o crescimento abaixo do resto do mundo. Dizer que a China está desacelerando não constitui fator positivo pro Brasil, pois, tal como no caso da F1 que pontuamos, o Brasil está desacelerando mais ainda.
* Como bem pontua AF, a solução é capilarizada em produtividade, educação e infraestrutura!
* GM coloca que o MCMV é um programa que "servirá" de base para o desenvolvimento da economia, quando, na verdade, já foi utilizado e seu funcionamento está saturado, visto a crise imobiliária no país;
Considerações finais: o debate foi muito interessante, para melhorar as discussões do dia a dia, porém ainda foi fraco no formato, tal como manda a lei e regra os debates presidenciáveis também! O melhor seria uma tribuna livre entre os dois, sem tempo fixo e com um mediador apenas tentando dividir os tempos de forma razoável. No caso, a Miriam teve que ficar interrompendo as explicações a todo tempo, por vezes até de forma rude, mas enfim. Acredito também que teve pouca discussão sobre o que de fato farão para melhorar o país nos próximos anos. A discussão foi muito sobre o passado e o presente e quase nada sobre o futuro. Quanto a este, quando teve, foi bem generalizado, tal como "precisamos investir mais".
Que um dia possa haver uma melhora nesses formatos de debates, mas que as pessoas entendam alguns pontos positivos que há de se tirar do mesmo!
Abraço a todos!
Blog criado para fomentar as discussões sobre os assuntos cotidianos da nossa sociedade. Economia, política, finanças, esportes, religião, assuntos polêmicos, etc
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Violência - Vídeo mostra momento em que PM matou camelô com tiro em SP
https://www.facebook.com/video.php?v=1009188935762835
É um tema, com certeza, polêmico!
Minha opinião: a vida de uma pessoa, independente de quem for, vale muito! Por outro lado, a polícia existe como forma de se tentar um controle, de se evitar o caos. O vídeo do rapaz morto na rua foi amplamente divulgado ontem, o que causou revolta na população. Hoje, com este vídeo, conseguimos perceber o que, de fato, ocorreu! A população confrontando e ameaçando a polícia!
Não temos a melhor polícia do mundo, não é a mais preparada. Anarquistas, socialistas extremos e outros tipos atacarão, dizendo que é uma corporação corrupta, viciada. São hipócritas!
Não confundam erros grotescos que policiais cometem em manifestações, em favelas, em jogos de futebol, em eventos, etc, com essa ação. Foi uma ação coordenada da polícia para impedir comércio clandestino, que dificulta e muito a vida de quem trabalha honestamente. Mas isso é uma discussão ainda maior...
O ponto é que, como se percebe no vídeo, durante 3 minutos, os policiais tentavam fazer o seu trabalho, que, no momento, acharam prudente prender o rapaz e levá-lo à delegacia. O rapaz, oferecendo resistência, fez com que os militares usassem de força bruta. As pessoas ao redor tentavam "defender" o rapaz em questão, por n motivos, porém não entenderam que o rapaz não "era um trabalhador bonzinho". Ele estava agindo fora da lei, trabalhando de forma clandestina e prejudicando quem haje dentro da lei. Não vou entrar no mérito se a lei é falha ou "injusta". Em suma, se a maioria não concorda com a lei, unam-se, coloquem pessoas comprometidas com seus ideais do que é uma lei justa no Congresso e mudem as leis.
Isso se chama democracia, liberdade! Agir de maneira contrária não é correto. Tentar, por não acreditar na polícia, fazer "justiça com as próprias mãos, no caso, desarmar um policial, não é uma atitude certa, pelo contrário, é até imprudente, visto que o mesmo tem poder letal e autorização EXPRESSA para utilizar quando NECESSÁRIO.
Muitos falarão: mas não era necessário, ninguém ali iria fazer nada contra ele. Questiono:
* se conseguissem tirar o spray de pimenta, como o rapaz tentou, não usariam nos policias?
* se conseguissem tirar a arma de um dos policiais, não atirariam neles? Quem garante?
* policial não foi devidamente treinado? Eles agiram conforme as ordens: detenção, sem uso de força letal. Usar spray para tentar dispersar a massa. Em último caso, visto que ofereça perigo à própria vida, utilizar força letal.
Se fosse eu, teria o mesmo ato: me sentiria em risco e usaria a arma como forma de proteção. Apenas vejo dois erros: primeiro, de não ter chamado reforço para a ação ou no início dela (se é que não chamou) e segundo, por ter atirado na cabeça, quando se deveria tentar acertar locais não letais, como braços e pernas.
No mais, hipócritas e falsos moralistas, esquecendo, como sempre, que eles reclamam da polícia e quando são assaltados, reclamam da violência, reclamam dos militares porque não possuem casos de parentes assassinados por bandidos (aí, quando ocorre, clamam por justiça), dirão que nós, que temos essa linha de pensamento, só somos assim porque temos uma "vida boa" e não passamos por isso.
Aí eu pergunto: esses, se estivessem passando por lá, neste momento, tentariam desarmar o policial como o rapaz fez? Quero apenas saber quem é o "peito de aço" que responderia com um "sim"...
Muito há de se fazer no sentido de melhorar as casas de detenções, a forma como o Estado deve tratar as pessoas que cometem crimes e a educação (que como sempre é a base de tudo). Mas não será confrontando o que já existe e extremando pensamentos utópicos que se chegará ao ideal!
A polícia está longe de ser a ideal, porém não é justo desmerecer o que existe de bom e a parte decente da instituição. Como na política, no seu trabalho, na diretoria do seu clube, no seu prédio e na sua família, na Polícia existe os bons e os maus.
Reflitam, pensem!
É um tema, com certeza, polêmico!
Minha opinião: a vida de uma pessoa, independente de quem for, vale muito! Por outro lado, a polícia existe como forma de se tentar um controle, de se evitar o caos. O vídeo do rapaz morto na rua foi amplamente divulgado ontem, o que causou revolta na população. Hoje, com este vídeo, conseguimos perceber o que, de fato, ocorreu! A população confrontando e ameaçando a polícia!
Não temos a melhor polícia do mundo, não é a mais preparada. Anarquistas, socialistas extremos e outros tipos atacarão, dizendo que é uma corporação corrupta, viciada. São hipócritas!
Não confundam erros grotescos que policiais cometem em manifestações, em favelas, em jogos de futebol, em eventos, etc, com essa ação. Foi uma ação coordenada da polícia para impedir comércio clandestino, que dificulta e muito a vida de quem trabalha honestamente. Mas isso é uma discussão ainda maior...
O ponto é que, como se percebe no vídeo, durante 3 minutos, os policiais tentavam fazer o seu trabalho, que, no momento, acharam prudente prender o rapaz e levá-lo à delegacia. O rapaz, oferecendo resistência, fez com que os militares usassem de força bruta. As pessoas ao redor tentavam "defender" o rapaz em questão, por n motivos, porém não entenderam que o rapaz não "era um trabalhador bonzinho". Ele estava agindo fora da lei, trabalhando de forma clandestina e prejudicando quem haje dentro da lei. Não vou entrar no mérito se a lei é falha ou "injusta". Em suma, se a maioria não concorda com a lei, unam-se, coloquem pessoas comprometidas com seus ideais do que é uma lei justa no Congresso e mudem as leis.
Isso se chama democracia, liberdade! Agir de maneira contrária não é correto. Tentar, por não acreditar na polícia, fazer "justiça com as próprias mãos, no caso, desarmar um policial, não é uma atitude certa, pelo contrário, é até imprudente, visto que o mesmo tem poder letal e autorização EXPRESSA para utilizar quando NECESSÁRIO.
Muitos falarão: mas não era necessário, ninguém ali iria fazer nada contra ele. Questiono:
* se conseguissem tirar o spray de pimenta, como o rapaz tentou, não usariam nos policias?
* se conseguissem tirar a arma de um dos policiais, não atirariam neles? Quem garante?
* policial não foi devidamente treinado? Eles agiram conforme as ordens: detenção, sem uso de força letal. Usar spray para tentar dispersar a massa. Em último caso, visto que ofereça perigo à própria vida, utilizar força letal.
Se fosse eu, teria o mesmo ato: me sentiria em risco e usaria a arma como forma de proteção. Apenas vejo dois erros: primeiro, de não ter chamado reforço para a ação ou no início dela (se é que não chamou) e segundo, por ter atirado na cabeça, quando se deveria tentar acertar locais não letais, como braços e pernas.
No mais, hipócritas e falsos moralistas, esquecendo, como sempre, que eles reclamam da polícia e quando são assaltados, reclamam da violência, reclamam dos militares porque não possuem casos de parentes assassinados por bandidos (aí, quando ocorre, clamam por justiça), dirão que nós, que temos essa linha de pensamento, só somos assim porque temos uma "vida boa" e não passamos por isso.
Aí eu pergunto: esses, se estivessem passando por lá, neste momento, tentariam desarmar o policial como o rapaz fez? Quero apenas saber quem é o "peito de aço" que responderia com um "sim"...
Muito há de se fazer no sentido de melhorar as casas de detenções, a forma como o Estado deve tratar as pessoas que cometem crimes e a educação (que como sempre é a base de tudo). Mas não será confrontando o que já existe e extremando pensamentos utópicos que se chegará ao ideal!
A polícia está longe de ser a ideal, porém não é justo desmerecer o que existe de bom e a parte decente da instituição. Como na política, no seu trabalho, na diretoria do seu clube, no seu prédio e na sua família, na Polícia existe os bons e os maus.
Reflitam, pensem!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Economia - Bancos esnobam oferta de 70bi de Dilma
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/09/12/bancos-esnobam-oferta-de-r-70-bi-de-dilma-para-aumentar-credito.htm
Boa noite a todos!
Semana corrida, não deu para postar aqui. Porém, nesse início de fim de semana, deparo-me com esta análise que sintetiza alguns pontos que levantei aqui em posts anteriores.
Ficou claro, por essa reportagem, que os bancos não têm para quem repassar o crédito que foi disponibilizado pelo governo. Era o esperado! Já sugaram boa parcela da população com compras a prazo, parceladas. No momento, restam poucas pessoas que conseguem entrar nesse tipo de situação, nesses empréstimos e, como diz a reportagem, a preferência dos bancos é por crédito imobiliário, visto que as pessoas se desdobram mais para pagar o que chamam de "minha casa", mesmo quando a mesma pertence ao banco (e assim será até o término do pagamento da dívida, daqui 30, 40 anos).
Por esse motivo, automóveis acabam entrando na linha de risco dos bancos, pois é um bem material mais fácil de se deixar, de se largar. As pessoas tendem a honrar menos as dívidas nesse tipo de financiamento.
Esse fator ajuda a explicar o porquê da indústria automobilística estar em baixa, com vendas diminuindo mês a mês! O sistema econômico é assim: um fato está interligado a outro. Uma ação gera uma reação em cadeia, seja para o bem ou para o mal. No caso, tivemos alguns fator positivos nos últimos anos, mas sem planejamento e investimento. Hoje, a tendência é se inverter os fatos, tal como se pode perceber recentemente nos noticiários. Alguns dirão que é pessimismo e que isso contamina a economia! Desculpem, amigos, mas não é pessimismo. Apenas analisamos fatos, lemos um pouco sobre economia e entendemos a lógica da coisa!
Espero que as coisas se ajustem e que melhorem rapidamente. Porém, tenho certeza que muitas pessoas passarão por apertos e problemas financeiros, frutos de má gestão micro (dentro de casa, na família) e macroeconômica (governo)
Abraço a todos e ótimo fim de semana!
Boa noite a todos!
Semana corrida, não deu para postar aqui. Porém, nesse início de fim de semana, deparo-me com esta análise que sintetiza alguns pontos que levantei aqui em posts anteriores.
Ficou claro, por essa reportagem, que os bancos não têm para quem repassar o crédito que foi disponibilizado pelo governo. Era o esperado! Já sugaram boa parcela da população com compras a prazo, parceladas. No momento, restam poucas pessoas que conseguem entrar nesse tipo de situação, nesses empréstimos e, como diz a reportagem, a preferência dos bancos é por crédito imobiliário, visto que as pessoas se desdobram mais para pagar o que chamam de "minha casa", mesmo quando a mesma pertence ao banco (e assim será até o término do pagamento da dívida, daqui 30, 40 anos).
Por esse motivo, automóveis acabam entrando na linha de risco dos bancos, pois é um bem material mais fácil de se deixar, de se largar. As pessoas tendem a honrar menos as dívidas nesse tipo de financiamento.
Esse fator ajuda a explicar o porquê da indústria automobilística estar em baixa, com vendas diminuindo mês a mês! O sistema econômico é assim: um fato está interligado a outro. Uma ação gera uma reação em cadeia, seja para o bem ou para o mal. No caso, tivemos alguns fator positivos nos últimos anos, mas sem planejamento e investimento. Hoje, a tendência é se inverter os fatos, tal como se pode perceber recentemente nos noticiários. Alguns dirão que é pessimismo e que isso contamina a economia! Desculpem, amigos, mas não é pessimismo. Apenas analisamos fatos, lemos um pouco sobre economia e entendemos a lógica da coisa!
Espero que as coisas se ajustem e que melhorem rapidamente. Porém, tenho certeza que muitas pessoas passarão por apertos e problemas financeiros, frutos de má gestão micro (dentro de casa, na família) e macroeconômica (governo)
Abraço a todos e ótimo fim de semana!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Eleições - Veja Ibope para presidente por religião, renda, escolaridade, idade e região
http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/1.html
Bom dia a todos!
Foram divulgadas duas pesquisas das eleições presidenciais ontem, a Datafolha e a Ibope.
Analisando a segunda, quando separada por religião, renda familiar, escolaridade, faixa etária e região, conseguimos tirar alguns pontos. Vejamos:

Quanto à divisão por religião, nota-se uma clara distinção entre católicos e evangélicos. Os primeiros, muito provavelmente puxados por nordestinos e descendentes dos mesmos, votam na Dilma. Já os evangélicos, provavelmente espalhados pelo país inteiro, optam pela Marina, fruto de uma devoção fervorosa somado ao fato da candidata ser evangélica, claro. Eleitores de outras religiões acabam mantendo a média nacional para Marina e Aécio. A visível diferença é a queda de Dilma, sendo seus votos transferidos para brancos e nulos. Vale ressaltar a incredibilidade de Aécio com os evangélicos.

Em relação à renda familiar, observamos que Marina apenas não obtém muitos votos na camada que recebe até 1 salário mínimo, aí, é claro, fruto do programa Bolsa Família e outros benefícios (que, na verdade, não passam de esmolas para a população continuar pobre, mas votar no PT). A candidata cresce aos poucos conforme sobe a renda familiar. Dilma, por sua vez, tem uma taxa maior com a população de renda de até 1 salário e uma taxa menor para renda acima de 5 salários. Entre 1 e 5, mantém-se na média. Aécio segue Marina e cresce conforme o salário. Claramente, então, verificamos que a Dilma conquista os eleitores menos assalariados enquanto os outros dois, a classe média (de verdade, não a que o governo considera, que recebe até 0,5 a 1,5 salários mínimos) e alta.

O quesito escolaridade acaba praticamente repetindo o quesito anterior, renda familiar. Podemos aferir, inclusive, o quanto é importante os estudos para uma renda maior no país. Diante desse padrão, fica a dúvida: vale a pena o PT investir em educação e possibilidade para a população mais carente se erguer e sair dessa pobreza? É fato que quanto mais nos educamos, mais questionamos a nós mesmos e a sociedade (o que, por sua vez, rebate na política e os políticos). Diante disto, podemos concluir que quanto mais es pessoas se educam e recebem uma renda mais digna, mais votam contra o PT. Por qual motivo o governo petista, então, trabalharia para incluir mais pessoas na faixa que não os veneram e retirar da faixa contrária? Sempre levantei essa questão, sempre ficou claro os ideais petistas. Parece que agora a população está enxergando melhor.

Quanto às regiões, temos um predomínio destoante de Dilma no Nordeste, enquanto se mantém ligeiramente abaixo nas regiões Sul e Sudeste. Marina segue hemogênica em todas as regiões e Aécio, como se espera, cai no Nordeste e sobe no Sudeste, principal reduto econômico e empresarial do país. Aqui, apenas considero um defeito unir as regiões Centro-Oeste e Norte em uma só, pois queria saber como a região central do país, em fraca expansão no agronegócio, reagiria à Marina. Além disto, poderíamos visualizar como seria a polarização Marina-Dilma na região Norte, onde, por um lado, temos uma ativista ambiental lutando pela região e, por outro, uma candidata que fornece migalhas em forma de bolsa para a população de uma região tão pobre quanto a nordestina. Infelizmente, essas migalhas "vendem" o governo e compra votos indiretamente.

Deixei a faixa etária para o final, pois, sendo eu o presidente da Juventude de um partido, tenho um grande interesse pela percepção dos jovens e o cenário eleitoral. Diante do quadro, não conseguimos visualizar uma diferença gritante entre as faixas etárias. Porém, conseguimos retirar pontos: Aécio se mantém, Marina está em alta com o jovem e vai diminuindo de acordo com a idade e Dilma o contrário.
Pensando então na polarização Dilma-Marina, qual o motivo para esse desce e sobe contrários? Creio duas suposições principais: a de que a população adquire mais experiência com a idade e, daí, não acredita na mudança política anunciada em Marina, enquanto os jovens possuem mais paixão, vislumbrando uma mudança no sistema; ou a suposição de que os mais velhos estão cansados da política, sem esperança, votando por indução, no que acha "menos pior", enquanto os jovens estão mais ativos, com um foco cada vez maior na política, inclusive com a utilização das redes sociais para discussões e disseminações de ideologias.
Acredito (e espero!) que a segunda seja a mais correta. Quero acreditar nos jovens. Não que os mais velhos não tenham valor ou sejam irredutíveis, mas já estão cansados das brigas políticas. Já fizeram a pate deles quanto ao período militar. Agora esperam que os jovens se engajem mais. Aos poucos, vejo os jovens engajados, sim. Participam ativamente de discussões via redes sociais, nas faculdades, nas rodas de amigos, nos elevadores, enfim. Porém é preciso mais! Precisamos de mais educação política em geral, para a população. Mas que os jovens, ainda com ímpeto, fogo e paixão, tenha nessa educação a possibilidade de mudar a situação política. Que não sejam tomados pelo desejo de ganho particular e sim pelo ganho em conjunto! Não prego aqui que os jovens entrem para a política, virem políticos. isto, tal como outras profissões, é para quem tem pretensões no meio, vontade, estudo. Mas a política básica deve ser ensinada. Como funcionam os poderes, as esferas, os cargos. Quem é quem, o que fazem, isso a população deve saber. Isso o jovem deve saber!
Lutar por mudanças, reclamar da política, mas não saber em quem votou para deputado ou vereador nas últimas eleições. Quantos não são assim hoje. Pergunte aos jovens que estavam na rua em junho de 2013 o que um vereador faz, o que um deputado faz, o que um assistente parlamentar faz e perceberá o quanto precisamos de educação política de forma urgente!
Acredito nos jovens. Acredito que temos condições de mudar esse panorama demoníaco que reina hoje. Essa é a maior percepção que consigo visualizar nos números acima.
E você?
Abraço a todos!!!
Bom dia a todos!
Foram divulgadas duas pesquisas das eleições presidenciais ontem, a Datafolha e a Ibope.
Analisando a segunda, quando separada por religião, renda familiar, escolaridade, faixa etária e região, conseguimos tirar alguns pontos. Vejamos:
Quanto à divisão por religião, nota-se uma clara distinção entre católicos e evangélicos. Os primeiros, muito provavelmente puxados por nordestinos e descendentes dos mesmos, votam na Dilma. Já os evangélicos, provavelmente espalhados pelo país inteiro, optam pela Marina, fruto de uma devoção fervorosa somado ao fato da candidata ser evangélica, claro. Eleitores de outras religiões acabam mantendo a média nacional para Marina e Aécio. A visível diferença é a queda de Dilma, sendo seus votos transferidos para brancos e nulos. Vale ressaltar a incredibilidade de Aécio com os evangélicos.
Em relação à renda familiar, observamos que Marina apenas não obtém muitos votos na camada que recebe até 1 salário mínimo, aí, é claro, fruto do programa Bolsa Família e outros benefícios (que, na verdade, não passam de esmolas para a população continuar pobre, mas votar no PT). A candidata cresce aos poucos conforme sobe a renda familiar. Dilma, por sua vez, tem uma taxa maior com a população de renda de até 1 salário e uma taxa menor para renda acima de 5 salários. Entre 1 e 5, mantém-se na média. Aécio segue Marina e cresce conforme o salário. Claramente, então, verificamos que a Dilma conquista os eleitores menos assalariados enquanto os outros dois, a classe média (de verdade, não a que o governo considera, que recebe até 0,5 a 1,5 salários mínimos) e alta.
O quesito escolaridade acaba praticamente repetindo o quesito anterior, renda familiar. Podemos aferir, inclusive, o quanto é importante os estudos para uma renda maior no país. Diante desse padrão, fica a dúvida: vale a pena o PT investir em educação e possibilidade para a população mais carente se erguer e sair dessa pobreza? É fato que quanto mais nos educamos, mais questionamos a nós mesmos e a sociedade (o que, por sua vez, rebate na política e os políticos). Diante disto, podemos concluir que quanto mais es pessoas se educam e recebem uma renda mais digna, mais votam contra o PT. Por qual motivo o governo petista, então, trabalharia para incluir mais pessoas na faixa que não os veneram e retirar da faixa contrária? Sempre levantei essa questão, sempre ficou claro os ideais petistas. Parece que agora a população está enxergando melhor.
Quanto às regiões, temos um predomínio destoante de Dilma no Nordeste, enquanto se mantém ligeiramente abaixo nas regiões Sul e Sudeste. Marina segue hemogênica em todas as regiões e Aécio, como se espera, cai no Nordeste e sobe no Sudeste, principal reduto econômico e empresarial do país. Aqui, apenas considero um defeito unir as regiões Centro-Oeste e Norte em uma só, pois queria saber como a região central do país, em fraca expansão no agronegócio, reagiria à Marina. Além disto, poderíamos visualizar como seria a polarização Marina-Dilma na região Norte, onde, por um lado, temos uma ativista ambiental lutando pela região e, por outro, uma candidata que fornece migalhas em forma de bolsa para a população de uma região tão pobre quanto a nordestina. Infelizmente, essas migalhas "vendem" o governo e compra votos indiretamente.
Deixei a faixa etária para o final, pois, sendo eu o presidente da Juventude de um partido, tenho um grande interesse pela percepção dos jovens e o cenário eleitoral. Diante do quadro, não conseguimos visualizar uma diferença gritante entre as faixas etárias. Porém, conseguimos retirar pontos: Aécio se mantém, Marina está em alta com o jovem e vai diminuindo de acordo com a idade e Dilma o contrário.
Pensando então na polarização Dilma-Marina, qual o motivo para esse desce e sobe contrários? Creio duas suposições principais: a de que a população adquire mais experiência com a idade e, daí, não acredita na mudança política anunciada em Marina, enquanto os jovens possuem mais paixão, vislumbrando uma mudança no sistema; ou a suposição de que os mais velhos estão cansados da política, sem esperança, votando por indução, no que acha "menos pior", enquanto os jovens estão mais ativos, com um foco cada vez maior na política, inclusive com a utilização das redes sociais para discussões e disseminações de ideologias.
Acredito (e espero!) que a segunda seja a mais correta. Quero acreditar nos jovens. Não que os mais velhos não tenham valor ou sejam irredutíveis, mas já estão cansados das brigas políticas. Já fizeram a pate deles quanto ao período militar. Agora esperam que os jovens se engajem mais. Aos poucos, vejo os jovens engajados, sim. Participam ativamente de discussões via redes sociais, nas faculdades, nas rodas de amigos, nos elevadores, enfim. Porém é preciso mais! Precisamos de mais educação política em geral, para a população. Mas que os jovens, ainda com ímpeto, fogo e paixão, tenha nessa educação a possibilidade de mudar a situação política. Que não sejam tomados pelo desejo de ganho particular e sim pelo ganho em conjunto! Não prego aqui que os jovens entrem para a política, virem políticos. isto, tal como outras profissões, é para quem tem pretensões no meio, vontade, estudo. Mas a política básica deve ser ensinada. Como funcionam os poderes, as esferas, os cargos. Quem é quem, o que fazem, isso a população deve saber. Isso o jovem deve saber!
Lutar por mudanças, reclamar da política, mas não saber em quem votou para deputado ou vereador nas últimas eleições. Quantos não são assim hoje. Pergunte aos jovens que estavam na rua em junho de 2013 o que um vereador faz, o que um deputado faz, o que um assistente parlamentar faz e perceberá o quanto precisamos de educação política de forma urgente!
Acredito nos jovens. Acredito que temos condições de mudar esse panorama demoníaco que reina hoje. Essa é a maior percepção que consigo visualizar nos números acima.
E você?
Abraço a todos!!!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Política - Governo reage a Marina com apoio a igrejas
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1509461-governo-reage-a-marina-com-apoio-a-igrejas.shtml
Bom dia!
O texto de hoje fala sobre uma reportagem que saiu na Folha, sobre a reação do governo petista para tentar conter o avanço de Marina Silva ao poder.
Como ação principal, a reportagem coloca um desengavetamento de um projeto que beneficia igrejas. Segue citando algumas outras ações, envolvendo Lula e Palloci e o plano de governo a ser apresentado.
Poderia focar aqui a discussão sobre a tentativa de contrapor a Marina, a falsidade e podridão que torna-se visível, quando quer desengavetar uma Lei apenas para ganhar votos e até falar de como pessoas que acabam votando nas pessoas que fazem esse tipo de manobra são fúteis, jogam seus votos no lixo por conta de uma manobra, ou seja, esperam algo do governo de 4 em 4 anos, próximo às eleições, porque após, tudo será engavetado e utilizado posteriormente como manobra, 4 anos depois!
Porém, quero tratar aqui sobre a maneira que o governo age para ter esse tipo de manobra em mãos. No texto de ontem, publiquei que as pessoas não deveriam pensar negativamente sobre os partidos políticos e sim ajudá-los a superar essa corja que reina no poder atualmente. Corja que torna esse tipo de manobra possível. De que maneira? Vamos lá!
O projeto é uma lei, e, como todas as outras leis, são discutidas no Congresso, nas casas legislativas (Senado e Câmara dos Deputados). O Executivo, no caso, a presidente Dilma, apenas sanciona ou veta a lei, após aprovação do Legislativo. Essa lei em questão (Lei Geral das Religiões), está engavetado na comissão do Senado, responsável por aprová-la ou não (Comissão de Assuntos Sociais do Senado). Esta comissão, por sua vez, é formada, por maioria esmagadora, de Senadores de partidos que apoiam o partido do governo PT.
Com isso, o governo acaba tendo voz ativa nesta comissão, tal como no Senado. Portanto, o governo consegue desengavetar essa lei no Senado através de influência política.
Muitos irão dizer que isso é comum, que ocorre nos EUA também, que o Executivo precisa ter maioria no Legislativo, etc. O problema está justamente aí! Algo que deveria ser combatido piamente pela população acaba se tornando lugar comum!
O Executivo e o Legislativo devem ser dois poderes separados! os senadores dos partidos coligados com o governo atual estão lá por voto da população, não do governo ou de seus partidos! Eles deveriam tratar as questões dispostas como se pensassem como a população que lá os colocou, não apenas como um mero instrumento de partidos. Hoje, é inconcebível que um senador do PT, por exemplo, vote contra algo que o governo, também petista, é a favor, como a Lei Geral das Religiões. Mas não deveria ser! O senador deve pensar como as pessoas que o colocou lá, pensar nos seu estado, nas promessas que fez em campanha, etc. No mais, pensar como a população brasileira se posiciona sobre o assunto, não como o governo o faz!
O problema é que este senador não tem peito para bater de frente com o seu partido. Aliás, os partidos detêm um poder muito forte sobre os políticos, e, isso sim, acaba sendo um instrumento de repressão, que precisa ser revisto pelas leis atuais.
Levanto esses pontos para que nós pensemos e reflitamos sobre essa situação. Repense seu voto, pesquise sobre como foi a atuação dos políticos que pretende votar para os cargos e, caso só tenha desilusão, coloque novos políticos no lugar dos velhos, mostre que quer uma oxigenação a política, mas cobre desses novos políticos isenção partidária e foco nas vontades do povo, com a pena de não receber seu voto nas próximas eleições. Acredite, sempre temos opções novas na política e temos que procurar os melhores.
Boa sorte a todos nós!
Abraços!
Bom dia!
O texto de hoje fala sobre uma reportagem que saiu na Folha, sobre a reação do governo petista para tentar conter o avanço de Marina Silva ao poder.
Como ação principal, a reportagem coloca um desengavetamento de um projeto que beneficia igrejas. Segue citando algumas outras ações, envolvendo Lula e Palloci e o plano de governo a ser apresentado.
Poderia focar aqui a discussão sobre a tentativa de contrapor a Marina, a falsidade e podridão que torna-se visível, quando quer desengavetar uma Lei apenas para ganhar votos e até falar de como pessoas que acabam votando nas pessoas que fazem esse tipo de manobra são fúteis, jogam seus votos no lixo por conta de uma manobra, ou seja, esperam algo do governo de 4 em 4 anos, próximo às eleições, porque após, tudo será engavetado e utilizado posteriormente como manobra, 4 anos depois!
Porém, quero tratar aqui sobre a maneira que o governo age para ter esse tipo de manobra em mãos. No texto de ontem, publiquei que as pessoas não deveriam pensar negativamente sobre os partidos políticos e sim ajudá-los a superar essa corja que reina no poder atualmente. Corja que torna esse tipo de manobra possível. De que maneira? Vamos lá!
O projeto é uma lei, e, como todas as outras leis, são discutidas no Congresso, nas casas legislativas (Senado e Câmara dos Deputados). O Executivo, no caso, a presidente Dilma, apenas sanciona ou veta a lei, após aprovação do Legislativo. Essa lei em questão (Lei Geral das Religiões), está engavetado na comissão do Senado, responsável por aprová-la ou não (Comissão de Assuntos Sociais do Senado). Esta comissão, por sua vez, é formada, por maioria esmagadora, de Senadores de partidos que apoiam o partido do governo PT.
Com isso, o governo acaba tendo voz ativa nesta comissão, tal como no Senado. Portanto, o governo consegue desengavetar essa lei no Senado através de influência política.
Muitos irão dizer que isso é comum, que ocorre nos EUA também, que o Executivo precisa ter maioria no Legislativo, etc. O problema está justamente aí! Algo que deveria ser combatido piamente pela população acaba se tornando lugar comum!
O Executivo e o Legislativo devem ser dois poderes separados! os senadores dos partidos coligados com o governo atual estão lá por voto da população, não do governo ou de seus partidos! Eles deveriam tratar as questões dispostas como se pensassem como a população que lá os colocou, não apenas como um mero instrumento de partidos. Hoje, é inconcebível que um senador do PT, por exemplo, vote contra algo que o governo, também petista, é a favor, como a Lei Geral das Religiões. Mas não deveria ser! O senador deve pensar como as pessoas que o colocou lá, pensar nos seu estado, nas promessas que fez em campanha, etc. No mais, pensar como a população brasileira se posiciona sobre o assunto, não como o governo o faz!
O problema é que este senador não tem peito para bater de frente com o seu partido. Aliás, os partidos detêm um poder muito forte sobre os políticos, e, isso sim, acaba sendo um instrumento de repressão, que precisa ser revisto pelas leis atuais.
Levanto esses pontos para que nós pensemos e reflitamos sobre essa situação. Repense seu voto, pesquise sobre como foi a atuação dos políticos que pretende votar para os cargos e, caso só tenha desilusão, coloque novos políticos no lugar dos velhos, mostre que quer uma oxigenação a política, mas cobre desses novos políticos isenção partidária e foco nas vontades do povo, com a pena de não receber seu voto nas próximas eleições. Acredite, sempre temos opções novas na política e temos que procurar os melhores.
Boa sorte a todos nós!
Abraços!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Comportamento - O que os jovens pensam sobre a política
http://www.istoe.com.br/reportagens/380009_O+QUE+OS+JOVENS+PENSAM+SOBRE+A+POLITICA
Bom dia!
A matéria de hoje se refere a uma reportagem de capa da revista IstoÉ desta semana (ed. 2336). A mesma se refere a uma pesquisa do Data Popular sobre os jovens e a política nos dias de hoje.
Primeiramente, a pesquisa revela alguns pensamentos dos jovens que se alinham com a população em geral, tais como a maioria achar que o país não está no rumo certo enquanto creem que sua vida melhorou ao longo dos anos. Essa dubialidade já foi massivamente explicada pelo fato de acharem que a vida melhorou pelo esforço próprio e até por ajuda de deus, mas não pela política e pelo governo.
Claro que isso não é uma verdade absoluta! A vida melhorou por todos os fatores (menos, talvez, pela ajuda divina), inclusive por intermédio do governo e dos políticos.
Os jovens, em sua maioria, acreditam que partidos não ajudam a política nacional. Mais um pensamento incorreto, fruto da desilusão criada desde a queda do militarismo. Partidos possuem ideologias e estatutos. Em teoria, deveriam segui-los, não á risca, mas circundado os mesmos. Infelizmente, não é o que ocorre. Podemos perceber nessas eleições o "bacanal eleitoral", onde os partidos não se coligam igualmente nas esferas federais, estaduais e municipais. Vemos PMDB coligado com PT para a presidência do país, mas aliado ao PSDB no governo fluminense. Até casos de PT aliados com PSDB podem ser vistos em alguns municípios.
Partidos acabam sendo apenas um mero detalhe, siglas não equivalem a nada para boa parte das pessoas que desejam entrar na política. Vemos mudanças de siglas a todo instante. Como um torcedor do Palmeiras mudar para o Santos. Passam 4 anos e ele vira são-paulino e depois de algum tempo corintiano.
Tudo isso acaba causando essa ânsia da juventude em relação aos partidos. Porém, quando um jovem é instigado a fazer a mudança acontecer, ao invés de apenas reclamar do mundo, é "obrigado" a se afiliar a um partido. Aí começa a complicar!
Hoje, temos 32 partidos no país. Como um jovem consegue analisar 32 estatutos, entender 32 ideologias e tentar escolher a que mais se encaixa em seus ideais? Tudo isso tendo que, paralelamente, tentar separar o joio do trigo, tentando desconsiderar certos políticos, certas coligações, etc, que não representam fielmente o partido.
Eu, como presidente da juventude de um partido, tenho como meta tentar trazer os jovens para a política. Não apenas a política de redes sociais, que discutem os erros e acertos de Dilma, Aécio, Marina, FHC e Lula, mas a política mais próxima desses jovens, no caso, a política municipal.
Muitos jovens, tal como o resto da população, reclamam de tudo, da saúde, da segurança, da educação, e têm razão em fazê-los. Porém, penso que as pessoas precisam saber como e a quem reclamar. A população precisa ser educada politicamente, para saber, por exemplo, que a Constituição define os deveres de cada esfera (federal, estadual e municipal) e de cada poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) nessas esferas.
A população deve saber o que cada poder faz, como faz e em quais esferas. Assim, uma pessoa que não recebe uma saúde adequada saberá como e com quem reclamar por seus direitos. Um pai que não concorda com a educação dada ao filho terá condições de lutar por melhorias nessa área.
Todos devem recordar da propaganda do Tiririca nas últimas eleições, onde questionava a população com um "Você sabe o que faz um Deputado Estadual?" e respondia em seguida "Na realidade, eu também não! Mas vote em mim que eu te conto". E foi eleito! Tudo bem que as pessoas colocaram como forma de protesto à política atual, mas deveriam justamente ter educação política suficiente pra saber que atos como esse é uma perda de cidadania. Nada contra o Tiririca, o artista. Porém, para se atuar na política, é necessário, ao menos, saber o que faz um prefeito, um vereador, um deputado, um governador, presidente, secretários, ministros, assistentes parlamentares, etc.
Infelizmente, o caso do Tiririca é real e não único. Ele não sabia mesmo o que fazer lá no Congresso, como inúmeras entrevistas demonstraram. E não está só. Muitos vereadores acabam entrando nas câmaras municipais de todo o país sem ao menos saber o que um vereador faz!
Precisamos trabalhar para acabar com essa situação e de forma urgente! E a melhor forma de fazer isso é através da educação, principalmente dos jovens, que serão o futuro do nosso país.
A reportagem fala que 40% dos jovens admitem entender de política. É um número muito pequeno para um assunto de tamanha importância. Porém, admitir que entender e efetivamente entenderem são coisas distintas. Creio que se a pesquisa questionassem justamente esses conhecimentos supracitados, a porcentagem cairia drasticamente.
Infelizmente, política é considerada um assunto chato pela maioria das pessoas. Só que esquecem que respiramos política! Ela está presente em tudo. Onde há um convívio entre duas ou mais pessoas, há política. No nosso trabalho, colégio, faculdade, grupo de amigos, e até (ou principalmente) em casa.
Para boa parte dos políticos que estão no poder hoje, é muito mais interessante que a população não obtenha essa educação política. Quando mais a política for "chata" para a maioria, mais eles continuam no poder, trabalhando menos pelo povo e mais pelos interesses próprios e partidários.
Portanto, creio que os jovens não deveriam enxergar partidos e política como coisas impeditivas para se alcançar a cidadania, mas sim, um instrumento para se chegar lá.
A sementinha deve ser plantada de pessoa em pessoa, para que cresça e torne a população mais ativa, menos incapacitada. Só assim teremos um país melhor, independente de partidos e políticos.
Abraços à todos!
Bom dia!
A matéria de hoje se refere a uma reportagem de capa da revista IstoÉ desta semana (ed. 2336). A mesma se refere a uma pesquisa do Data Popular sobre os jovens e a política nos dias de hoje.
Primeiramente, a pesquisa revela alguns pensamentos dos jovens que se alinham com a população em geral, tais como a maioria achar que o país não está no rumo certo enquanto creem que sua vida melhorou ao longo dos anos. Essa dubialidade já foi massivamente explicada pelo fato de acharem que a vida melhorou pelo esforço próprio e até por ajuda de deus, mas não pela política e pelo governo.
Claro que isso não é uma verdade absoluta! A vida melhorou por todos os fatores (menos, talvez, pela ajuda divina), inclusive por intermédio do governo e dos políticos.
Os jovens, em sua maioria, acreditam que partidos não ajudam a política nacional. Mais um pensamento incorreto, fruto da desilusão criada desde a queda do militarismo. Partidos possuem ideologias e estatutos. Em teoria, deveriam segui-los, não á risca, mas circundado os mesmos. Infelizmente, não é o que ocorre. Podemos perceber nessas eleições o "bacanal eleitoral", onde os partidos não se coligam igualmente nas esferas federais, estaduais e municipais. Vemos PMDB coligado com PT para a presidência do país, mas aliado ao PSDB no governo fluminense. Até casos de PT aliados com PSDB podem ser vistos em alguns municípios.
Partidos acabam sendo apenas um mero detalhe, siglas não equivalem a nada para boa parte das pessoas que desejam entrar na política. Vemos mudanças de siglas a todo instante. Como um torcedor do Palmeiras mudar para o Santos. Passam 4 anos e ele vira são-paulino e depois de algum tempo corintiano.
Tudo isso acaba causando essa ânsia da juventude em relação aos partidos. Porém, quando um jovem é instigado a fazer a mudança acontecer, ao invés de apenas reclamar do mundo, é "obrigado" a se afiliar a um partido. Aí começa a complicar!
Hoje, temos 32 partidos no país. Como um jovem consegue analisar 32 estatutos, entender 32 ideologias e tentar escolher a que mais se encaixa em seus ideais? Tudo isso tendo que, paralelamente, tentar separar o joio do trigo, tentando desconsiderar certos políticos, certas coligações, etc, que não representam fielmente o partido.
Eu, como presidente da juventude de um partido, tenho como meta tentar trazer os jovens para a política. Não apenas a política de redes sociais, que discutem os erros e acertos de Dilma, Aécio, Marina, FHC e Lula, mas a política mais próxima desses jovens, no caso, a política municipal.
Muitos jovens, tal como o resto da população, reclamam de tudo, da saúde, da segurança, da educação, e têm razão em fazê-los. Porém, penso que as pessoas precisam saber como e a quem reclamar. A população precisa ser educada politicamente, para saber, por exemplo, que a Constituição define os deveres de cada esfera (federal, estadual e municipal) e de cada poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) nessas esferas.
A população deve saber o que cada poder faz, como faz e em quais esferas. Assim, uma pessoa que não recebe uma saúde adequada saberá como e com quem reclamar por seus direitos. Um pai que não concorda com a educação dada ao filho terá condições de lutar por melhorias nessa área.
Todos devem recordar da propaganda do Tiririca nas últimas eleições, onde questionava a população com um "Você sabe o que faz um Deputado Estadual?" e respondia em seguida "Na realidade, eu também não! Mas vote em mim que eu te conto". E foi eleito! Tudo bem que as pessoas colocaram como forma de protesto à política atual, mas deveriam justamente ter educação política suficiente pra saber que atos como esse é uma perda de cidadania. Nada contra o Tiririca, o artista. Porém, para se atuar na política, é necessário, ao menos, saber o que faz um prefeito, um vereador, um deputado, um governador, presidente, secretários, ministros, assistentes parlamentares, etc.
Infelizmente, o caso do Tiririca é real e não único. Ele não sabia mesmo o que fazer lá no Congresso, como inúmeras entrevistas demonstraram. E não está só. Muitos vereadores acabam entrando nas câmaras municipais de todo o país sem ao menos saber o que um vereador faz!
Precisamos trabalhar para acabar com essa situação e de forma urgente! E a melhor forma de fazer isso é através da educação, principalmente dos jovens, que serão o futuro do nosso país.
A reportagem fala que 40% dos jovens admitem entender de política. É um número muito pequeno para um assunto de tamanha importância. Porém, admitir que entender e efetivamente entenderem são coisas distintas. Creio que se a pesquisa questionassem justamente esses conhecimentos supracitados, a porcentagem cairia drasticamente.
Infelizmente, política é considerada um assunto chato pela maioria das pessoas. Só que esquecem que respiramos política! Ela está presente em tudo. Onde há um convívio entre duas ou mais pessoas, há política. No nosso trabalho, colégio, faculdade, grupo de amigos, e até (ou principalmente) em casa.
Para boa parte dos políticos que estão no poder hoje, é muito mais interessante que a população não obtenha essa educação política. Quando mais a política for "chata" para a maioria, mais eles continuam no poder, trabalhando menos pelo povo e mais pelos interesses próprios e partidários.
Portanto, creio que os jovens não deveriam enxergar partidos e política como coisas impeditivas para se alcançar a cidadania, mas sim, um instrumento para se chegar lá.
A sementinha deve ser plantada de pessoa em pessoa, para que cresça e torne a população mais ativa, menos incapacitada. Só assim teremos um país melhor, independente de partidos e políticos.
Abraços à todos!
domingo, 31 de agosto de 2014
Economia - Datafolha mostra Dilma e Marina empatadas com 34%; Aécio tem 15%
http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/08/datafolha-mostra-dilma-e-marina-empatadas-com-34-aecio-tem-15.html
Bom dia!
O tópico de hoje foi uma ideia que eu tive de explicar, com o meu ponto de vista, é claro, algumas situações, tendo em vista a repercussão da nova pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta passada.
O que eu consegui sentir é que algumas pessoas que antes votariam no Aécio, migraram para a Marina com a expectativa de apear a Dilma e a corja do PT do mais alto Poder Executivo. Sentiram que, com a morte de Campos, grande parte dos indecisos se comoveu e começou a poiar Marina, além dos antigos marineiros, é claro. Com essa guinada e as primeiras pesquisas, viram na Marina uma chance real de tirar os vermelhos do poder e, para não "perder tempo", mudaram seu voto para a candidata do PSB.
Porém, vejo que uma boa parcela da classe média se diz incrédula com a possibilidade da Marina ser a nova chefe de estado. Não consegui entender bem o motivo desse pânico mas creio ser por enxergarem na Marina apenas uma "ativista ambiental", frágil, debilitada, sonhadora e que iria causar retrocessos no mundo financeiro com sua "sustentabilidade.
Ora, caros amigos, não se sintam sufocados, então! Explico: primeiramente, as empresas hoje já mantém uma certa dose de preocupação em serem sustentáveis. Hoje é um lugar-comum! O que pode haver é uma forçadinha de barra do governo para que as coisas melhorem. De qualquer maneira, até essa forçadinha pode ser benéfica, visto que a deterioração do meio ambiente é uma preocupação plausível nos dias de hoje.
Por outro lado, quero tentar abrir a cabela de vocês para o fato de que FHC, Lula e Dilma não governaram/governam sozinhos! Aliás, o próprio FHC ficou notoriamente reconhecido com seu Plano Real enquanto era - preste bem atenção aqui - MINISTRO da Fazenda de Itamar Franco. Sendo assim, a preocupação que devemos ter não é somente com o perfil de Aécio, Dilma ou Marina, mas sim com seus possíveis indicados a ministros.
Caso você esteja preocupado, por exemplo, com a macroeconomia, tranquilizo-o novamente! Marina tem como conselheiros na área econômica Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende, duas figuras que têm laços com o modo tucano de governar. André Lara, inclusive, presidiu o BNDES e foi assessor de FHC. Portanto, tendo em vista a escolha de Armínio Fraga pelo PSDB, não há porque se desesperar com o governo de Marina nesse caso.
Outros contrapontos é que temos Walter Feldman, ex tucano em SP e Beto Albuquerque, do PSB, na chapa de Marina. Feldman com seu perfil amigável e Albuquerque com a tentativa de acalmar os ânimos do agronegócio em relação a candidata do partido.
Por isso, amigos, intigo-os a não apenas pesquisar o perfil do candidato, mas também a alta cúpula ao seu redor! Seria muita ingenuidade achar que uma figura de presidente teria um poder imenso num país como o nosso. Aliás, em nenhum lugar do mundo (talvez, exceção a Cuba e Coréia do Norte) se governa sozinho.
Agora, para os amigos petistas, já visivelmente em desespero, posso apenas dizer que, caso o desespero seja quando ao receio de regredir os ganhos de distribuição de renda, sugiro o melhor estudo das propostas dos candidatos, inclusive a do PSB. Caso seja apenas medo de um partido que você "comprou" como seu, como um torcedor de time de futebol, que nada faz, apenas assiste e torce por ele, mesmo quando o time está mal; saia do poder, sinto muito, parece que seu time será rebaixado, você esperneando ou não!
Abraço a todos.
Bom dia!
O tópico de hoje foi uma ideia que eu tive de explicar, com o meu ponto de vista, é claro, algumas situações, tendo em vista a repercussão da nova pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta passada.
O que eu consegui sentir é que algumas pessoas que antes votariam no Aécio, migraram para a Marina com a expectativa de apear a Dilma e a corja do PT do mais alto Poder Executivo. Sentiram que, com a morte de Campos, grande parte dos indecisos se comoveu e começou a poiar Marina, além dos antigos marineiros, é claro. Com essa guinada e as primeiras pesquisas, viram na Marina uma chance real de tirar os vermelhos do poder e, para não "perder tempo", mudaram seu voto para a candidata do PSB.
Porém, vejo que uma boa parcela da classe média se diz incrédula com a possibilidade da Marina ser a nova chefe de estado. Não consegui entender bem o motivo desse pânico mas creio ser por enxergarem na Marina apenas uma "ativista ambiental", frágil, debilitada, sonhadora e que iria causar retrocessos no mundo financeiro com sua "sustentabilidade.
Ora, caros amigos, não se sintam sufocados, então! Explico: primeiramente, as empresas hoje já mantém uma certa dose de preocupação em serem sustentáveis. Hoje é um lugar-comum! O que pode haver é uma forçadinha de barra do governo para que as coisas melhorem. De qualquer maneira, até essa forçadinha pode ser benéfica, visto que a deterioração do meio ambiente é uma preocupação plausível nos dias de hoje.
Por outro lado, quero tentar abrir a cabela de vocês para o fato de que FHC, Lula e Dilma não governaram/governam sozinhos! Aliás, o próprio FHC ficou notoriamente reconhecido com seu Plano Real enquanto era - preste bem atenção aqui - MINISTRO da Fazenda de Itamar Franco. Sendo assim, a preocupação que devemos ter não é somente com o perfil de Aécio, Dilma ou Marina, mas sim com seus possíveis indicados a ministros.
Caso você esteja preocupado, por exemplo, com a macroeconomia, tranquilizo-o novamente! Marina tem como conselheiros na área econômica Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende, duas figuras que têm laços com o modo tucano de governar. André Lara, inclusive, presidiu o BNDES e foi assessor de FHC. Portanto, tendo em vista a escolha de Armínio Fraga pelo PSDB, não há porque se desesperar com o governo de Marina nesse caso.
Outros contrapontos é que temos Walter Feldman, ex tucano em SP e Beto Albuquerque, do PSB, na chapa de Marina. Feldman com seu perfil amigável e Albuquerque com a tentativa de acalmar os ânimos do agronegócio em relação a candidata do partido.
Por isso, amigos, intigo-os a não apenas pesquisar o perfil do candidato, mas também a alta cúpula ao seu redor! Seria muita ingenuidade achar que uma figura de presidente teria um poder imenso num país como o nosso. Aliás, em nenhum lugar do mundo (talvez, exceção a Cuba e Coréia do Norte) se governa sozinho.
Agora, para os amigos petistas, já visivelmente em desespero, posso apenas dizer que, caso o desespero seja quando ao receio de regredir os ganhos de distribuição de renda, sugiro o melhor estudo das propostas dos candidatos, inclusive a do PSB. Caso seja apenas medo de um partido que você "comprou" como seu, como um torcedor de time de futebol, que nada faz, apenas assiste e torce por ele, mesmo quando o time está mal; saia do poder, sinto muito, parece que seu time será rebaixado, você esperneando ou não!
Abraço a todos.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Esporte (?) - Aranha é chamado de 'macaco' por torcida do Grêmio
http://espn.uol.com.br/noticia/436034_aranha-e-chamado-de-macaco-por-torcida-do-gremio
Bom dia a todos!
Não acompanhei os jogos de ontem pela Copa do Brasil, mas hoje, pela manhã, me deparo com esta reportagem. Nela, é possível assistir os momentos horripilantes de uma torcedora chamando por duas vezes o goleiro Aranha de macaco e alguns torcedores imitando o som desse animal. Animal, na verdade, devem ser essas pessoas, com tal atitude diante de um ser humano.
Não consigo entender, nada justifica e nada entra na minha cabeça! Sou frequentador assíduo dos estádios, tenho muita raiva de muitos jogadores (geralmente do meu time, não do outro), mas em nenhum momento pensei em xingar o jogador, em seu trabalho, por sua cor de pele!
É uma ofensa tão babaca, tão banal, que me faltam palavras para essas atitudes!
Conheci Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba e afirmo, com toda a convicção, que a absoluta maioria de lá não pensa assim. Porém, é inegável que há, principalmente no estado gaúcho, um sentimento ultra regionalista. Há uma parcela de destaque no estado que tem pensamentos racistas, separatistas e por que não, nazistas! Se consideram a raça perfeita, a ideal e única! Não sei se tenho desprezo ou dó. Creio uma mistura dos dois sentimentos.
As imagens e vídeos estão aí. Há provas. Há identificações. Já vi no Facebook que descobriram o Instagram dela. Conseguem fácil o nome dela e também a identificação dos outros.
Que se punam as pessoas, não a instituição, o clube, Grêmio, que não tem como controlar essas atitudes. O máximo é banir permanentemente esses "torcedores" e levá-los a justiça, para que sejam aplicadas as penas previstas em lei.
Acreditemos, ainda, no país, como pediu Campos!
Abraço a todos!
Bom dia a todos!
Não acompanhei os jogos de ontem pela Copa do Brasil, mas hoje, pela manhã, me deparo com esta reportagem. Nela, é possível assistir os momentos horripilantes de uma torcedora chamando por duas vezes o goleiro Aranha de macaco e alguns torcedores imitando o som desse animal. Animal, na verdade, devem ser essas pessoas, com tal atitude diante de um ser humano.
Não consigo entender, nada justifica e nada entra na minha cabeça! Sou frequentador assíduo dos estádios, tenho muita raiva de muitos jogadores (geralmente do meu time, não do outro), mas em nenhum momento pensei em xingar o jogador, em seu trabalho, por sua cor de pele!
É uma ofensa tão babaca, tão banal, que me faltam palavras para essas atitudes!
Conheci Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba e afirmo, com toda a convicção, que a absoluta maioria de lá não pensa assim. Porém, é inegável que há, principalmente no estado gaúcho, um sentimento ultra regionalista. Há uma parcela de destaque no estado que tem pensamentos racistas, separatistas e por que não, nazistas! Se consideram a raça perfeita, a ideal e única! Não sei se tenho desprezo ou dó. Creio uma mistura dos dois sentimentos.
As imagens e vídeos estão aí. Há provas. Há identificações. Já vi no Facebook que descobriram o Instagram dela. Conseguem fácil o nome dela e também a identificação dos outros.
Que se punam as pessoas, não a instituição, o clube, Grêmio, que não tem como controlar essas atitudes. O máximo é banir permanentemente esses "torcedores" e levá-los a justiça, para que sejam aplicadas as penas previstas em lei.
Acreditemos, ainda, no país, como pediu Campos!
Abraço a todos!
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Economia - Índice que reajusta aluguel tem 4ª queda seguida em agosto, segundo FGV
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/08/28/indice-que-reajusta-aluguel-tem-4-queda-seguida-em-agosto-segundo-fgv.htm
Olá a todos!
Notícia publicada hoje no portal UOL, sobre mercado imobiliário, mostra que o preço de aluguel no país caiu pelo quarto mês consecutivo.
Em 12 meses, a variação está em 4,89%, valor abaixo da inflação oficial (6,5% pelo IPCA) e, neste ano, acumulado em apenas 1,56% (IPCA em 3,76%).
Podemos dizer, com esses indicadores, que o mercado imobiliário, não apenas em vendas (com "descontos" que chegam a 50%), mas também em locações, está esfriando. Esse valor abaixo da inflação significa queda real de preços.
Algumas pessoas ainda insistem em negar a queda de preços. Outras, pior ainda, insistem em negar a existência da bolha no país. Porém, cada vez mais, vemos indicadores sobre a situação. E, como diz o ditado: contra fatos não há argumentos.
Ou há?
Abraço a todos!
Olá a todos!
Notícia publicada hoje no portal UOL, sobre mercado imobiliário, mostra que o preço de aluguel no país caiu pelo quarto mês consecutivo.
Em 12 meses, a variação está em 4,89%, valor abaixo da inflação oficial (6,5% pelo IPCA) e, neste ano, acumulado em apenas 1,56% (IPCA em 3,76%).
Podemos dizer, com esses indicadores, que o mercado imobiliário, não apenas em vendas (com "descontos" que chegam a 50%), mas também em locações, está esfriando. Esse valor abaixo da inflação significa queda real de preços.
Algumas pessoas ainda insistem em negar a queda de preços. Outras, pior ainda, insistem em negar a existência da bolha no país. Porém, cada vez mais, vemos indicadores sobre a situação. E, como diz o ditado: contra fatos não há argumentos.
Ou há?
Abraço a todos!
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Economia - A indústria segue em queda livre
http://www.cartacapital.com.br/revista/812/queda-livre-3631.html
Bom dia a todos!
Hoje abordaremos uma reportagem da Carta Capital (CC), que comenta a queda de produção industrial nacional.
Primeiramente, comecemos dizendo que a CC, por ser uma publicação com ideologia assumidamente socialista, apoia o governo atual. Assim, a reportagem até tenta diminuir o tamanho do problema no início, além de tentar dividir a culpa do governo com a oposição.
Porém não tem muito como fugir dos fatos. Como a própria reportagem mostra, o saldo da balança comercial nacional (a quantidade de exportação subtraído da quantidade de importação, em dólares) é ligeiramente positivo no total. O problema é quando se divide em setores, e é nessa perspectiva que abordaremos o tema de hoje.
A balança nacional, quando positiva (mostrando que exportamos mais do que importamos), é algo benéfico, pois mostra que o país produziu mais riqueza do que importou. O problema está nos setores!
No chamado setor básico, onde não há um processamento do produto a ser exportado (commodities, como soja, minério de ferro, laranja, etc), o país possui seu melhor desempenho durante os últimos quatro anos (de 2010 à 2013), com ligeiras quedas de 2011 em diante, causadas por quedas de preço no cenário mundial.
No setor de semimanufaturados, onde existe um processamento, porém não se torna o produto final (como ferro, aço, óleo de soja em bruto e celulose), o desempenho nacional foi ligeiramente positivo, também com pequenas quedas a partir de 2011, pelo mesmo motivo dos produtos básicos.
O que acaba puxando a balança para baixo e quase zerando-a em 2013, é justamente o setor de manufaturados, onde o produto se apresenta processado. Com saldos negativos maiores ano após ano, demonstra uma realidade antiga de nosso país: a falta de força de nossa indústria.
A indústria nacional não se moderniza em uma velocidade aceitável. Os motivos são inúmeros. A solução é discutível também. Vejo como necessário cortar na carne para nos desenvolvermos. Explico.
A tecnologia disponível para setores básicos e semimanufaturados é de ponta ou média. Já os investimentos na produção de manufaturados são fracos. Vale mais a pena importar um produto manufaturado de maior qualidade e preços equiparados de fora do que comprar um nacional. O motivo principal tem um nome conhecido: impostos! Tributos!. Para uma empresa nacional se manter, paga uma alta taxa de impostos. Porém, outros pontos ainda são vitais: a infraestrutura precária do país, os preços altos de serviços enfraquece mais ainda o setor, encarecendo os produtos e tornando-os menos competitivos.
Para que se mantenham ativos, o governo insiste em reduções de alguns impostos, o que não é ruim, porém ineficaz. A desoneração pode ser utilizada de modo paliativo, porém, é necessário investir em infraestrutura (estradas, postos, aeroportos, etc). É necessário também uma menor intervenção no cambio.
Aí está o ponto mais polêmico! A indústria nacional clama por manter o dólar controlado, em um patamar atual. O problema é que o governo injetando ou retirando dólares no mercado para controlar o mesmo acaba fazendo com que o setor se acomode e não busque investimentos pesados. É uma bola de neve, que culmina no setor pressionando e fazendo lobby com o governo para incentivos fiscais, enquanto não buscam a modernização. O resultado disso são produtos cada vez piores, com preços altos, enquanto somos impedidos de buscar alternativas externas pelas crescentes medidas do governo contra a importação.
Exemplificando: uma empresa de automóveis no país produz um carro com qualidade pior a de uma empresa digamos, da China. Se o preço do automóvel chinês for igual ao do brasileiro, vale a pena importarmos, para termos um carro de melhor qualidade, pelo mesmo preço. O que fazem a empresa nacional? Busca a modernização, para que a qualidade seja, no mínimo, equiparada à empresa chinesa? Deveria, mas não o faz! Os diretores desta empresa descobriram que vale mais a pena - a curto prazo - pressionar o governo, para que o mesmo lance medidas, como a redução do IPI, para diminuir o valor do automóvel nacional e outras, como a taxação de 60% do valor de um produto importado, para encarecer o veículo importado. O governo, em contrapartida, com medo de "perder" essa empresa, os impostos e os empregos que ela gera, cede a pressão.
Infelizmente é isso que ocorre a nível macro! A solução? Incentivar a modernização, desonerar tributos de importação de máquinas que modernizarão a indústria. Incentivo a aquisição de conhecimento moderno. Diminuir o nível de controle do cambio, deixando, sim, com que algumas empresas sangrem (só as que não se modernizaram o mínimo irão sofrer!). Pode ser doloroso a curto prazo, mas a longo prazo fará com que o Brasil cresça e alcance um nível de tecnologia adequado para a grandeza de nossa economia!
Infelizmente, atitudes como essas são rígidas. O governo teria que ser austero, algo impossível de se imaginar com o governo atual (Aécio diz que será! Será?). O governo tem uma preocupação maior com a imagem, com os votos, para se perpetuar no poder. E não é só o PT! PSDB, PSB, PMDB, PV, PROS, Rede, todos, infelizmente, dão indícios de se preocuparem mais com se manter no cargo do que fazer o correto.
Quem sabe um dia...
Bom dia a todos!
Hoje abordaremos uma reportagem da Carta Capital (CC), que comenta a queda de produção industrial nacional.
Primeiramente, comecemos dizendo que a CC, por ser uma publicação com ideologia assumidamente socialista, apoia o governo atual. Assim, a reportagem até tenta diminuir o tamanho do problema no início, além de tentar dividir a culpa do governo com a oposição.
Porém não tem muito como fugir dos fatos. Como a própria reportagem mostra, o saldo da balança comercial nacional (a quantidade de exportação subtraído da quantidade de importação, em dólares) é ligeiramente positivo no total. O problema é quando se divide em setores, e é nessa perspectiva que abordaremos o tema de hoje.
A balança nacional, quando positiva (mostrando que exportamos mais do que importamos), é algo benéfico, pois mostra que o país produziu mais riqueza do que importou. O problema está nos setores!
No chamado setor básico, onde não há um processamento do produto a ser exportado (commodities, como soja, minério de ferro, laranja, etc), o país possui seu melhor desempenho durante os últimos quatro anos (de 2010 à 2013), com ligeiras quedas de 2011 em diante, causadas por quedas de preço no cenário mundial.
No setor de semimanufaturados, onde existe um processamento, porém não se torna o produto final (como ferro, aço, óleo de soja em bruto e celulose), o desempenho nacional foi ligeiramente positivo, também com pequenas quedas a partir de 2011, pelo mesmo motivo dos produtos básicos.
O que acaba puxando a balança para baixo e quase zerando-a em 2013, é justamente o setor de manufaturados, onde o produto se apresenta processado. Com saldos negativos maiores ano após ano, demonstra uma realidade antiga de nosso país: a falta de força de nossa indústria.
A indústria nacional não se moderniza em uma velocidade aceitável. Os motivos são inúmeros. A solução é discutível também. Vejo como necessário cortar na carne para nos desenvolvermos. Explico.
A tecnologia disponível para setores básicos e semimanufaturados é de ponta ou média. Já os investimentos na produção de manufaturados são fracos. Vale mais a pena importar um produto manufaturado de maior qualidade e preços equiparados de fora do que comprar um nacional. O motivo principal tem um nome conhecido: impostos! Tributos!. Para uma empresa nacional se manter, paga uma alta taxa de impostos. Porém, outros pontos ainda são vitais: a infraestrutura precária do país, os preços altos de serviços enfraquece mais ainda o setor, encarecendo os produtos e tornando-os menos competitivos.
Para que se mantenham ativos, o governo insiste em reduções de alguns impostos, o que não é ruim, porém ineficaz. A desoneração pode ser utilizada de modo paliativo, porém, é necessário investir em infraestrutura (estradas, postos, aeroportos, etc). É necessário também uma menor intervenção no cambio.
Aí está o ponto mais polêmico! A indústria nacional clama por manter o dólar controlado, em um patamar atual. O problema é que o governo injetando ou retirando dólares no mercado para controlar o mesmo acaba fazendo com que o setor se acomode e não busque investimentos pesados. É uma bola de neve, que culmina no setor pressionando e fazendo lobby com o governo para incentivos fiscais, enquanto não buscam a modernização. O resultado disso são produtos cada vez piores, com preços altos, enquanto somos impedidos de buscar alternativas externas pelas crescentes medidas do governo contra a importação.
Exemplificando: uma empresa de automóveis no país produz um carro com qualidade pior a de uma empresa digamos, da China. Se o preço do automóvel chinês for igual ao do brasileiro, vale a pena importarmos, para termos um carro de melhor qualidade, pelo mesmo preço. O que fazem a empresa nacional? Busca a modernização, para que a qualidade seja, no mínimo, equiparada à empresa chinesa? Deveria, mas não o faz! Os diretores desta empresa descobriram que vale mais a pena - a curto prazo - pressionar o governo, para que o mesmo lance medidas, como a redução do IPI, para diminuir o valor do automóvel nacional e outras, como a taxação de 60% do valor de um produto importado, para encarecer o veículo importado. O governo, em contrapartida, com medo de "perder" essa empresa, os impostos e os empregos que ela gera, cede a pressão.
Infelizmente é isso que ocorre a nível macro! A solução? Incentivar a modernização, desonerar tributos de importação de máquinas que modernizarão a indústria. Incentivo a aquisição de conhecimento moderno. Diminuir o nível de controle do cambio, deixando, sim, com que algumas empresas sangrem (só as que não se modernizaram o mínimo irão sofrer!). Pode ser doloroso a curto prazo, mas a longo prazo fará com que o Brasil cresça e alcance um nível de tecnologia adequado para a grandeza de nossa economia!
Infelizmente, atitudes como essas são rígidas. O governo teria que ser austero, algo impossível de se imaginar com o governo atual (Aécio diz que será! Será?). O governo tem uma preocupação maior com a imagem, com os votos, para se perpetuar no poder. E não é só o PT! PSDB, PSB, PMDB, PV, PROS, Rede, todos, infelizmente, dão indícios de se preocuparem mais com se manter no cargo do que fazer o correto.
Quem sabe um dia...
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Economia - Governo anuncia medidas para facilitar compra de imóvel financiado
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/governo-anuncia-medidas-para-facilita-aquisicao-de-imovel-financiado.html
Olá a todos!
Com base na reportagem acima, de ontem a tarde, temos uma série de medidas para "esquentar a economia". Medidas relacionadas às instituições financeiras via BC foram nunciadas também ontem (http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/bc-muda-regra-do-compulsorio-e-injeta-mais-r-10-bilhoes-na-economia.html), porém essas do Ministério da Fazenda, têm caráter mais maléfico ainda à economia nacional.
Enquanto as medidas do BC estimulam as instituições financeiras a ceder empréstimos, sem nenhuma garantia de que a população irá tomar os mesmos, essas medidas do governo estimulam (pra não dizer "enganam") a população a se endividar cada vez mais. E vai além disso, estimula a pessoa a pôr em risco bens já conquistados. Vamos aos principais pontos:
Olá a todos!
Com base na reportagem acima, de ontem a tarde, temos uma série de medidas para "esquentar a economia". Medidas relacionadas às instituições financeiras via BC foram nunciadas também ontem (http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/bc-muda-regra-do-compulsorio-e-injeta-mais-r-10-bilhoes-na-economia.html), porém essas do Ministério da Fazenda, têm caráter mais maléfico ainda à economia nacional.
Enquanto as medidas do BC estimulam as instituições financeiras a ceder empréstimos, sem nenhuma garantia de que a população irá tomar os mesmos, essas medidas do governo estimulam (pra não dizer "enganam") a população a se endividar cada vez mais. E vai além disso, estimula a pessoa a pôr em risco bens já conquistados. Vamos aos principais pontos:
| 1) Centralização de certidões |
| Um só cartório vai concentrar todos os documentos do imóvel |
Medida, até certo ponto, saudável. Teoricamente, a pessoa interessada em comprar um imóvel terá mais facilidade em descobrir possíveis dívidas, consultar antigos inquilinos, situação dos imóveis, etc. Tem um ótimo valor agregado para quem pretende comprar imóveis de leilões. Deve-se atentar para a implantação dessa medida, se os cartórios realmente terão condições de fornecer todos os comprovantes de forma unificada.
| 2) Imóvel usado como garantia |
| Comprador vai poder dar imóvel como garantia para financiamento de outro, ou para compra de outros bens, com recursos captados na poupança |
Medida totalmente aterrorizante! A princípio, seria boa para uma população que sabe lidar com as finanças, que tem educação financeira. Porém, um tiro no pé, considerando que não temos essa situação no Brasil. Basta analisar de forma um pouco mais racional para perceber que a medida fará com que pessoas coloquem seus bens já conquistados como forma de garantia para novos bens. Não conseguindo honrar a dívida, perderá ambos os bens. Levará a perda de bens, pelo lado da população, e aumento de imóveis em poder de instituições financeiras. Essas, por sua vez, não desejam manter esses imóveis por muito tempo, pois os mesmos geram gastos. Visto isso, aumentarão os imóveis leiloados e à venda. Resultado: queda de preços!
| 3) Letras Imobiliárias Garantidas |
| Bancos vão poder emitir novo tipo de título, que será isento de Imposto de Renda, para captar mais recursos e emprestar para financiamento da compra de imóveis |
Mais um título imobiliário, tal como a LCI, isento de IR, para "atrair" investidores para esse mercado. Como sempre, quem pagará o pato será a população, no caso, investidores. Resumindo a brincadeira: bancos oferecem esta nova letra (LIG) como forma de investimento. Vamos supor que você invista R$ 100.000 neste título, em um banco que possui somente você como cliente. O banco pega seu dinheiro, empresta para outra pessoa e ganha em cima dos juros (cobra um juros maior do que paga à você). Caso o tomador do empréstimo não pague ao banco, o famoso calote, o banco repassa o mesmo à você, pois você está na outra ponta. No caso, o banco lucrou em cima do seu dinheiro e o risco é todo seu. Claro que não é assim tão simples o funcionamento de Letras, mas apenas explicando o que pode acontecer, caso a economia realmente se deteriore e o país entre em uma crise imobiliária (acreditem, o risco é real!).
| 4) Crédito consignado |
| Bancos poderão conceder empréstimos consignados, em que as parcelas serão debitadas no salário do trabalhador do setor privado com mais facilidades. Com isso, os juros serão menores |
O que posso comentar sobre essa medida? Mais uma "facilitadora". Mais uma forma de ajudar a população a se endividar cada vez mais! Agora você pode tomar empréstimos e a instituição fornecedora do mesmo tem mais garantia sobre o pagamento da mesma, você, enquanto empregado, pagará compulsoriamente. Não terá como dar o calote deliberadamente, pois o pagamento será deduzido antes mesmo de você receber seu salário. Até aí, sem problemas. O problema ocorre quando você é despedido ("estamos no pleno emprego", mais uma falácia do Mantega). A divida não é mandada embora, como você. Ela permanece e será cobrada. E tome dor de cabeça!
| 5) Retomada de garantias |
| Governo vai criar uma modalidade de crédito em que será mais fácil para o banco retomar o bem em caso de inadimplência. Como as garantias aumentam, a expectativa é que o juro baixe |
Por fim, uma medida para facilitar a vida das instituições financeiras. Você, no momento que contrai o empréstimo, dará uma autorização expressa para que a instituição tome o bem mais rapidamente, caso não honre o pagamento. Não preciso nem dizer que essa medida complicará a vida dos tomadores. A contrapartida dada pelo governo é que as taxas de juros serão mais baixas, pois os credores terão mais segurança. Novamente, em uma economia sólida isso realmente seria possível, mas como sabemos, no Brasil temos muitos aproveitadores de plantão, onde sempre se quer ganhar mais. O que, efetivamente, ocorrerá será a assinatura condicionada à autorização expressa e as mesmas taxas praticadas no mercado em si.
Digamos que você passe por problemas financeiros, como por exemplo os jogadores do Barueri, que não recebem há mais de 3 meses. A culpa não é sua, mas sim do seu empregador. Porém, a instituição não vai querer saber do seu "problema" e tomará seu bem antes que você resolva a situação na justiça e obtenha os valores para pagamento da dívida.
Enfim, são medidas que aceleram o processo de deterioração da economia, das reservas da população e incentivam o endividamento maior ainda das mesmas. Mantega, como sempre, se mostra alienado da situação das ruas, dizendo que a economia vai bem, provavelmente porque seus ganhos altos proporcionam uma boa condição para ele e sua família, enquanto a classe baixa e média sofrem, sufocadas pela inflação e pelo endividamento crescente.
Podemos ver um aquecimento nos próximos meses, fruto das medidas (o que eu tenho minhas dúvidas). Porém, não tem como não parecer um "Bull Trap" de nossa economia, onde, vindo de uma queda, temos uma ligeira recuperação, para logo despencar novamente, de forma mais acentuada ainda.
O tempo dirá...
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Inadimplência com cheques em julho atinge maior nível desde 1991
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/inadimplencia-com-cheques-em-julho-atinge-maior-nivel-desde-1991.html
Bom, para começar o primeiro tópico de discussão, transfiro para cá uma discussão criada no Facebook, entre amigos. Em um dos pontos discutidos, entramos no fato de que o Bolsa Família (BF) acaba ou não sendo apenas uma arma eleitoral para o governo atual. Levantada a discussão, chegamos num ponto onde questionei o fato do governo incentivar ao consumo desenfreado da população, permitindo endividamentos cada vez maiores com imóveis, automóveis e bens de consumo (celulares, TV's, etc).
Abro a discussão, baseado na reportagem acima, da data de hoje, a discussão sobre os rumos que esses incentivos do governo á população tomaram. O que se espera para o futuro? O governo tem parcela de culpa? Se sim, quanto de culpa?
Fiquem á vontade para dar suas opiniões.
Abraços
Bom, para começar o primeiro tópico de discussão, transfiro para cá uma discussão criada no Facebook, entre amigos. Em um dos pontos discutidos, entramos no fato de que o Bolsa Família (BF) acaba ou não sendo apenas uma arma eleitoral para o governo atual. Levantada a discussão, chegamos num ponto onde questionei o fato do governo incentivar ao consumo desenfreado da população, permitindo endividamentos cada vez maiores com imóveis, automóveis e bens de consumo (celulares, TV's, etc).
Abro a discussão, baseado na reportagem acima, da data de hoje, a discussão sobre os rumos que esses incentivos do governo á população tomaram. O que se espera para o futuro? O governo tem parcela de culpa? Se sim, quanto de culpa?
Fiquem á vontade para dar suas opiniões.
Abraços
O Início
Olá!
Criei este blog para que tenhamos um espaço onde discutir os assuntos do dia a dia. Debater, de forma respeitosa, é claro, os assuntos mais polêmicos e comentados dos noticiários, redes sociais, etc.
Espero que gostem da proposta, que participem ativamente, pois creio que podemos aprender uns com os outros e nos ajudarmos a adquirir conhecimentos. Sozinhos, não chegamos a lugar nenhum, mas, trocando experiências, informações e conhecimento, podemos alçar propósitos mais longos.
Conto com a paciência e ajuda de todos para melhorar cada vez mais as propostas deste espaço!
Abraços.
Criei este blog para que tenhamos um espaço onde discutir os assuntos do dia a dia. Debater, de forma respeitosa, é claro, os assuntos mais polêmicos e comentados dos noticiários, redes sociais, etc.
Espero que gostem da proposta, que participem ativamente, pois creio que podemos aprender uns com os outros e nos ajudarmos a adquirir conhecimentos. Sozinhos, não chegamos a lugar nenhum, mas, trocando experiências, informações e conhecimento, podemos alçar propósitos mais longos.
Conto com a paciência e ajuda de todos para melhorar cada vez mais as propostas deste espaço!
Abraços.
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