http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/09/1509461-governo-reage-a-marina-com-apoio-a-igrejas.shtml
Bom dia!
O texto de hoje fala sobre uma reportagem que saiu na Folha, sobre a reação do governo petista para tentar conter o avanço de Marina Silva ao poder.
Como ação principal, a reportagem coloca um desengavetamento de um projeto que beneficia igrejas. Segue citando algumas outras ações, envolvendo Lula e Palloci e o plano de governo a ser apresentado.
Poderia focar aqui a discussão sobre a tentativa de contrapor a Marina, a falsidade e podridão que torna-se visível, quando quer desengavetar uma Lei apenas para ganhar votos e até falar de como pessoas que acabam votando nas pessoas que fazem esse tipo de manobra são fúteis, jogam seus votos no lixo por conta de uma manobra, ou seja, esperam algo do governo de 4 em 4 anos, próximo às eleições, porque após, tudo será engavetado e utilizado posteriormente como manobra, 4 anos depois!
Porém, quero tratar aqui sobre a maneira que o governo age para ter esse tipo de manobra em mãos. No texto de ontem, publiquei que as pessoas não deveriam pensar negativamente sobre os partidos políticos e sim ajudá-los a superar essa corja que reina no poder atualmente. Corja que torna esse tipo de manobra possível. De que maneira? Vamos lá!
O projeto é uma lei, e, como todas as outras leis, são discutidas no Congresso, nas casas legislativas (Senado e Câmara dos Deputados). O Executivo, no caso, a presidente Dilma, apenas sanciona ou veta a lei, após aprovação do Legislativo. Essa lei em questão (Lei Geral das Religiões), está engavetado na comissão do Senado, responsável por aprová-la ou não (Comissão de Assuntos Sociais do Senado). Esta comissão, por sua vez, é formada, por maioria esmagadora, de Senadores de partidos que apoiam o partido do governo PT.
Com isso, o governo acaba tendo voz ativa nesta comissão, tal como no Senado. Portanto, o governo consegue desengavetar essa lei no Senado através de influência política.
Muitos irão dizer que isso é comum, que ocorre nos EUA também, que o Executivo precisa ter maioria no Legislativo, etc. O problema está justamente aí! Algo que deveria ser combatido piamente pela população acaba se tornando lugar comum!
O Executivo e o Legislativo devem ser dois poderes separados! os senadores dos partidos coligados com o governo atual estão lá por voto da população, não do governo ou de seus partidos! Eles deveriam tratar as questões dispostas como se pensassem como a população que lá os colocou, não apenas como um mero instrumento de partidos. Hoje, é inconcebível que um senador do PT, por exemplo, vote contra algo que o governo, também petista, é a favor, como a Lei Geral das Religiões. Mas não deveria ser! O senador deve pensar como as pessoas que o colocou lá, pensar nos seu estado, nas promessas que fez em campanha, etc. No mais, pensar como a população brasileira se posiciona sobre o assunto, não como o governo o faz!
O problema é que este senador não tem peito para bater de frente com o seu partido. Aliás, os partidos detêm um poder muito forte sobre os políticos, e, isso sim, acaba sendo um instrumento de repressão, que precisa ser revisto pelas leis atuais.
Levanto esses pontos para que nós pensemos e reflitamos sobre essa situação. Repense seu voto, pesquise sobre como foi a atuação dos políticos que pretende votar para os cargos e, caso só tenha desilusão, coloque novos políticos no lugar dos velhos, mostre que quer uma oxigenação a política, mas cobre desses novos políticos isenção partidária e foco nas vontades do povo, com a pena de não receber seu voto nas próximas eleições. Acredite, sempre temos opções novas na política e temos que procurar os melhores.
Boa sorte a todos nós!
Abraços!
2 comentários:
Bom, e todos devem pensar que aquela lei pelo fim do voto secreto no Congresso seria bom, pois a população saberia quem votou o que nos projetos! Pura inocência de quem acha isso... brasileiro não corre atrás de conhecimento, essa lei fortaleceu ainda mais os partidos e coligação, pois agora a Dilma(ou qualquer outro presidente e até os partidos) saberão quem votou e quem não votou a favor do seu partido ou coligação... por isso que vemos hj que o voto é a favor do Governo ou contra, dependendo do lado o político está, e não por pensar no povo que os colocou lá! Um ponto para Marina nesse caso, que trabalhou pelo Tratado de Kyoto, mesmo ajudando o Governo do PSDB na época, e ela era do PT. Tem que se pensar no povo e não no partido ou coligação! Isso se refere aos 2 lados, tanto a turma do PT quanto do PSDB... Precisamos de uma política em prol do povo e não para o partido... E é o que o PT não faz, e não segue a sua sigla... que seria pensar nos trabalhadores... fingem pensar, com projetos populistas e eleitoreiros...
Gabriel, concordo com seu ponto de vista que a lei favoreceu os partidos e coligações, porém discordo quando diz que não é uma boa lei. Eu, quero sim, saber em que o político que eu ajudei a eleger votou ou não! Quero, aliás, saber o que outros votaram. A maioria, realmente, não se preocupa em ir atrás disto, mas a mudança tem que ser trabalhada então na cabeça da população. A lei, com o modelo atual, favoreceu a coligação, mas se o político eleito tivesse hombridade, dignidade e transparência, faria o que acha correto, justo com a população, como no exemplo que você deu da Marina (fato que eu desconhecia, vou pesquisar para me informar melhor). Não creio que a lei prejudica! honestidade nunca deve ser punida. Caso um partido puna um candidato pelo mesmo optar por sua dignidade, cabe ao mesmo denunciar ao público e procurar seus direitos na justiça. Já a população, neste caso, deveria dar um valor maior ao político que agiu desta maneira. Inclusive é mais ou menos o caso que se pode ver na Marina. Ela mudou de partido e, não tendo seus ideais nem no segundo partido, agiu para criar um partido de sua ideologia. A população enxerga nisso uma tentativa de combater o sistema atual e, não à toa, está na liderança das pesquisas!
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